15 de fevereiro de 2009

B.2. O mundo Romano no apogeu do Império: Sociedade

PATRÍCIOS E PLEBEUS



Os cidadãos livres dividiam-se em patrícios e plebeus. Os patrícios eram os descendentes das famílias dos antigos chefes tribais. No início da República, eles constituíam a classe dirigente. Já os plebeus não tinham linhagem aristocrática e não possuíam direitos políticos.
Os Patrícios, cidadãos de Roma, constituíam a aristocracia romana, a elite. Desempenhavam altas funções públicas, no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram grandes proprietários de terra e credores dos plebeus, os quais, por isso, viviam sob a constante ameaça de se tornarem escravos. Os patrícios, descendentes das famílias mais antigas da cidade, eram donos das maiores e melhores terras e os únicos a possuir direitos políticos.
No século III a.C., após as guerras, surgiram novas camadas sociais: cavaleiros ou homens novos (plebeus enriquecidos no comércio) e clientes (dependentes dos patrícios). A partir daí, a organização social já não se estabelecia em função do nascimento, mas sim da riqueza.

13 de fevereiro de 2009

DARWIN



DARWIN
Uma visita a fazer...
Vale a pena a visita à exposição sobre Darwin presente na Fundação Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, assim como, do site de apoio à mesma que pode ser visitado aqui.


Darwin foi o primeiro a entender que todas as formas de vida evoluiram a partir dos organismos de uma única célula. O Museu de História Natural de Nova York possui uma biblioteca digital do cientista.
O primeiro programa sobre Charles Darwin apresenta a história pessoal de Darwin. Serão mostradas a infância e a família, os estudos iniciais, os mentores e a famosa viagem a bordo do navio Beagle.

9 de fevereiro de 2009

CERES


Ceres, na mitologia romana, equivalente à deusa grega, Deméter, filha de Saturno e Cibele , amante e irmã de Júpiter, irmã de Juno , Vesta, Netuno e Plutão, e mãe de Proserpina com Júpiter.
Patrona da Sicília, Ceres pediu a Júpiter para que a Sicília fosse colocada nos céus; como resultado, e porque a ilha tem forma triangular, criou a constelação Triangulum , um dos antigos nomes era Sicilia.
Ceres era a deusa das plantas que brotam (particularmente dos grãos) e do amor maternal. Diz-se que foi adotada pelos romanos em 496 a.C. durante uma fome devastadora, quando os livros Sibilinos avisaram para que se adotassem a deusa grega Deméter, Cora (Perséfone) e Dionísio.
A deusa era personificada e celebrada por mulheres em rituais secretos no festival de Ambarvalia, em Maio. Existia um templo dedicado a Ceres no monte Aventino em Roma. O seu primeiro festival era a Cereália ou Ludi Ceriales ("jogos de Ceres"), instituidos no século III a.C. e celebrados anualmente de 12 de Abril a 19 de Abril. A veneração de Ceres ficou associada às classes plebeias, que dominavam o comércio de cereais. Sabe-se muito pouco sobre os rituais de veneração a Ceres; um dos poucos costumes que foram registados era uma prática de apertar ligas nas caudas das raposas e que eram largadas no Circus Maximus.
Ela tinha doze deuses menores que a assistiam, e estavam encarregues de aspectos específicos da lavoura.
Ceres era retratada na arte com um cetro, um cesto de flores e frutos e tinha uma coroa feita de orelhas de trigo.
A palavra cereal deriva de Ceres, comemorando a associação da deusa com os grãos comestíveis. O nome Ceres provém de "ker", de raíz Indo-Europeia e que significa "crescer", também é a raíz das palavras "criar" e "incrementar".

VÉNUS


Vénus é a deusa do panteão romano, equivalente a Afrodite no panteão grego. É a deusa do Amor e da Beleza. O nome vem acompanhado, por vezes, de epítetos como "Citereia" já que, aquando do nascimento, teria passado por Citera, onde era adorada sob este nome.
O mito do nascimento conta que surgiu de dentro de uma concha de madrepérola, tendo sido gerada pelas espumas (afros, em grego). Em outra versão, é filha de Júpiter e Dione. Era considerada esposa de Vulcano, o deus manco, mas mantinha uma relação adúltera com Marte.
Vénus foi uma das divindades mais veneradas entre os antigos, sobretudo na cidade de Pafos, onde templo era admirável. Tinha um olhar vago, e cultuava-se o zanago dos olhos como ideal da beleza feminina. Possuía um carro puxado por cisnes.
Vénus possui muitas formas de representação artística, desde a clássica (greco-romana) até às modernas, passando pela renascentista. É de uma anatomia divinal, daí considerada pelos antigos gregos e romanos como a deusa do erotismo, da beleza e do amor.
Os romanos consideravam-se descendentes da deusa pelo lado de Eneias, o fundador mítico da raça romana, que era filho de Vénus com o mortal Anquises.

VULCANO


Vulcano (Hefaístos): deus do fogo
Deus ferreiro. Era extremamente feio, disforme e estropiado, porém, o mais habilidoso e criativo dos deuses. Costumava fazer todas as espécies de trabalhos. Forjou raios para Júpiter e armas para Aquiles, e jóias para as deusas. Presidia o poder utilitário do fogo, a metalurgia e os trabalhos manufaturados com metal. O martelo era seu símbolo sagrado. Era filho de Zeus (Júpiter) e Hera (Juno), os soberanos dos Deuses. Apesar de possuir tão admiráveis genitores, Hefaístos (Vulcano) nasceu bastante feio fisicamente, o que, de início, suscitou desagrado e desprezo por parte de seus pais. Hefestos parecia compensar sua feiúria dedicando-se de forma compulsiva ao trabalho. A capacidade criadora que revelava, produzindo muitas coisas divinas, garantiu-lhe o respeito de todos os Deuses. Vários deles claramente dependeram ou precisaram de seus serviços. Vulcano foi o rei do ferro, bronze, ouro e prata

SATURNO


Saturno ; deus da agricultura
(Cronos - que significa tempo)
Deus da mitologia pré-helênica ao qual se atribuíam funções relacionadas com a agricultura, mas de um caráter sinistro e negativo. Era filho de Urano (o céu) e de Gaia ou Géia (a terra) e comandante dos Titãs. Casou-se com Réia. Temendo que seus filhos lhe roubassem o poder, devorava-os ao nascerem. No entanto, Réia conseguiu salvar Júpiter, Netuno e Plutão. Quando Zeus cresceu, cumpriu a profecia e o fez vomitar os outros irmãos, ainda vivos, e o expulsou do Olimpo, banindo-o para o Tártaro, lugar de tormento. E assim como o pai simbolizava o tempo, ao derrotá-lo, Zeus tornou os deuses imortais. Normalmente era representado como um ancião empunhando uma foice. Segundo os romanos, ao fugir do Olimpo, ele levara a agricultura para Roma, com o que recuperava suas primitivas funções agrícolas e, em sua homenagem, celebravam-se as saturnálias.

PLUTÃO


Plutão (Hades) : deus do submundo e das riquezas dos mortos
Recebeu o reino das Trevas e da Morte. Encerrado em seu palácio infernal, envia aos campos de batalha as Queres (filhas da noite), que enterram as unhas dos guerreiros feridos e os conduzem para o Tártaro. As almas descem até o rio Estige, que atravessam numa barca conduzida por Caronte; este barqueiro cobrava de cada alma um êmbolo (moeda) para as levar ao reino das trevas. O nome deste Deus está relacionado a Plutão devido ao planeta estar tão longe do Sol, e em perpétua escuridão. Alguns dizem que ele recebeu este nome porque "PL" são as iniciais do nome do descobridor do planeta, Percival Lowell. Por causa de sua fealdade ou da dureza de sua fisionomia, por causa sobretudo da tristeza do seu império, nenhuma deusa consentiu em associar-se à sua coroa. Foi por isso que resolveu raptar Prosérpina e fazê-la sua esposa. Não teve nenhum filho.

NEPTUNO


NEPTUNO – deus dos mares
Filho de Saturno e de Reia, irmão de Júpiter e de Plutão. Deus do Mar, casou com Anfitrite.
Era representado com um tridente na mão sobre um coche puxado por cavalos-marinhos.
Era, com os irmãos Hades (Plutão) e Zeus (Júpiter), um dos Deuses supremos que partilhavam o comando do universo. Sob seu controle estavam os mares e os oceanos da Terra, locais que habitava e reinava soberano. À sua passagem as águas as águas se abriam alegremente. Esposo de Anfirite. É representado sempre com um tridente, símbolo dos mares. Poisêidon (Netuno), junto aos irmãos, destruiu seu pai Cronos, cabendo-lhe na divisão do universo promovida pelo novo Deus Supremo, Zeus, o domínio sobre os mares e tudo mais que se relaciona às águas, tais como: os lagos, os rios, as fontes e as tempestades. Posêidon era uma divindade inferior apenas a Zeus. Assim como este, que concentrava nos raios a representação de toda sua autoridade e poder, Posêidon dispunha de seu tridente para o mesmo fim.

MINERVA


MINERVA: deusa da sabedoria
Minerva era filha de Júpiter, após este engolir a deusa Métis (Prudência). Com uma forte dor de cabeça, pediu a Vulcano que abrisse sua cabeça com o seu melhor machado, após o qual saiu Minerva, já adulta, portando escudo, lança e armadura. Era considerada uma das duas deusas virgens, ao lado de Diana.
Deusa da sabedoria, das artes e da guerra, era filha de Júpiter. Minerva e Neptuno disputaram entre si qual dos dois daria o nome à cidade que Cécropes, rei dos atenienses, havia mandado construir na Ática. Essa honra caberia àquele que fizesse coisa de maior beleza e significado. Minerva, com um golpe de lança, fez nascer da terra uma oliveira em flor, e Neptuno, com um golpe do seu tridente, fez nascer um cavalo alado e fogoso. Os deuses, que presidiram a este duelo, decidiram em favor de Minerva, já que a oliveira florida, além de muito bela, era o símbolo da paz. Assim, a cidade nova da Ática foi chamada Atenas, de Atena, nome que os gregos davam a esta deusa.
Minerva representa-se com um capacete na cabeça, escudo no braço e lança na mão, porque era deusa da guerra, tendo junto de si um mocho e vários instrumentos matemáticos, por ser também deusa da sabedoria. A Minerva é o símbolo oficial dos engenheiros.
Outra figura mitológica ligada à Justiça é Minerva, também conhecida na Roma antiga, pelo nome de Palas Atena. É a deusa da sabedoria e da guerra. Seu pássaro favorito é a coruja, sendo representada, nas telas, de capacete, com o escudo na mão ou sobre o peito, e a lança de guerreira.

MERCÚRIO


MERCÚRIO – deus mensageiro
Filho de Júpiter e de Maia. Deus da eloquência, do comércio e dos ladrões. Era o mensageiro dos deuses, particularmente de Júpiter, que lhe pegara na cabeça e nos calcanhares asas para as suas ordens serem executadas com uma maior rapidez.
Mercúrio era o deus romano encarregado de levar as mensagens de Júpiter. Era filho de Júpiter e de Bona Dea e nasceu em Cilene, monte de Arcádia. Os seus atributos incluem uma bolsa, umas sandálias e um capacete com asas, uma varinha de condão e o caduceu. Quando Proserpina foi raptada, tentou resgatá-la dos infernos sem muito sucesso. Era o deus da eloqüência, do comércio, dos viajantes e dos ladrões, a personificação da inteligência. Correspondia ao Hermes grego, protetor dos rebanhos, dos viajantes e comerciantes: muito rápido, era o mensageiro. O planeta Mercúrio provavelmente recebeu este nome porque se move rapidamente no céu.

MARTE


MARTE: deus da guerra

Marte era o deus romano da guerra, equivalente ao deus grego Ares. Filho de Juno e de Júpiter, era considerado o deus da guerra sangrenta, ao contrário de sua irmã Minerva, que representava a guerra justa e diplomática, mais intelectual do que manual.
Minerva havia nascido da cabeça de Júpiter. Os dois irmãos viviam às turras e tiveram uma rixa, que acabou culminando numa batalha perto das muralhas da cidade de Tróia.
Cada um dos irmãos se defendeu com seu exército e Marte, protector dos troianos, acabou derrotado.
Talvez isso nos indique que a guerra baseada somente na acção sem a razão é fadada ao insucesso.
Porém Marte, apesar de bárbaro e cruel, impetuoso e agressivo em suas batalhas, se apaixonou por Vénus com a qual formou um par romântico.
Com ela teve um filho, Cupido (sim aquele que com sua flecha provoca o amor nos seres humanos!), e teve uma filha mortal, Harmonia, numa relação adúltera com a esposa do deus Vulcano.

FEBO


Febo ("brilhante, luminoso") era o deus romano equivalente ao grego Apolo, de cujo nome passou a ser um epíteto. Irmão gêmeo de Diana, também conhecida por Ártemis, e também filho de Júpiter com Latona. Personificava a luz, era o deus das músicas, e o mais belo de Roma.
De acordo com a mitologia, quando Juno descobriu que a mãe de Febo estava grávida de seu esposo Júpiter, ficou muito enciumada e pediu para que a deusa Gaia não cedesse lugar algum da terra para que a pobre mulher pudesse ter seus filhos, tendo, assim, com o ventre dolorido atravessado o mundo todo sem jamais receber abrigo de quem quer que fosse, pois todos tinham medo da ira das duas deusas. Depois de muito vagar, Latona acabou por chegar à Ortígia, encontrando, finalmente, um lugar seguro onde pudesse dar à luz os seus dois filhos. Ortígia era uma ilha flutuante — não estando fixa em lugar algum — e portanto não fazendo parte da terra.
Logo após seu nascimento, Febo matou a serpente Píton em Delfos, lugar onde foi construído o mais célebre de seus templos. Entre seus tantos filhos, o seu mais querido e também o mais conhecido é o deus da medicina, Esculápio.

ESCULÁPIO


Esculápio: deus da medicina
Deus solar e da saúde, que com o nome latinizado de Esculápio, era o deus romano da medicina e da cura, herdado diretamente da mitologia grega, na qual tinha as mesmas propriedades. Filho de Apolo com a mortal Coronis, segundo reza uma narrativa mitológica cantada pelo poeta Píndaro (522-443 a.C.), foi tirado pelo pai do ventre da mãe no momento em que esta se encontrava na pira funerária, conferindo-lhe o simbolismo da vitória da vida sobre a morte. Nascido como mortal, aprendeu a arte da medicina com o centauro Quirón e uma serpente ensinou-lhe como usar uma planta para dar vida aos mortos.mas depois da sua morte foi-lhe concedida a imortalidade, . Entre seus filhos com Epione foram particularmente importantes Panacéia, Hígia ou Higéia, as quais foram intimamente associada ao culto a seu pai, e Telésforo. Com seus infinitos conhecimentos em medicina e como um hábil cirurgião, segundo a Ilíada de Homero, ele podia devolver a vida aos mortos, embora não possuísse um caráter divino. Isso provocou a ira de Zeus que não queria ver Plutão perder os seus mortos e, também, por achar que ele pretendia igualar-se aos deuses tornando os seres humanos imortais, e o fulminou com um raio. Apolo, seu pai, irritou-se e atacou os Ciclopes, ferreiros que tinham um só olho, por estes terem feito o raio matador. Como punição, Zeus finalmente concordou em admiti-lo entre os deuses e tendo então o poder de curar aos enfermos e transformando-o na constelação Ofiúco. O seu culto teria começado em Epidauro, mas também e templos ou santuários espalharam se em outros locais, como Kos, Knidos e Pérgamo, onde os sacerdotes se dedicavam à cura de doentes e diziam-se descendentes diretos dele. Enquanto em Roma, cujo culto foi iniciado por ordem do conjunto de oráculos, denominado de profecias sibilinas (293 a.C.), era considerado uma divindade menor, foi especialmente venerado em outras províncias e muito prestigiado no mundo antigo. Seus segredos na arte da medicina eram preservados nas ilhas gregas de Kós e Kithnos por sacerdotes. Os santuários erigidos em sua homenagem se converteram em sanatórios e é o Patrono dos médicos. Normalmente era representado como um homem barbudo, com o ombro direito descoberto, de olhar sereno ao horizonte, ora acompanhado de sua filha Higia, deusa da saúde, ora sozinho. Seu braço esquerdo, sempre aparece apoiado em um cajado envolto com uma serpente, o caduceu, que se transformou no símbolo moderno da medicina.

CÚPIDO


Cupido (Eros)
CÚPIDO - Filho de Marte e de Vénus. Presidia aos prazeres e era representado na figura de um menino nu, com arco e aljava cheia de setas.
Para os antigos Gregos, era o amor uma força primordial e onipresente originada com o universo no momento da criação. Durante o Império Romano, foi identificado como a personificação de um Deus que representava o amor na sua forma mais intensa, a paixão, filho das divindades Afrodite (Vênus) e Ares (Marte). Logo que Júpiter o viu nascer, calculando o trabalho que iria dar, mandou que a mãe se desfizesse dele; mas Vênus escondeu a criança na floresta, onde a alimentou com leite de cabra. Lá ele fez o famoso dardo e experimentou-o em animais antes de fazê-lo contra homens. Apesar de haver diferenças essenciais entre o que as duas civilizações, Grega e Romana, acreditavam ser esse Deus, seus mitos estão geralmente associados um ao outro. Eros (Cupido) é representado como um belo garoto armado com arco e flecha. Seu dom irresistível podia trazer tanto a felicidade como a infelicidade aos envolvidos.

DIANA


DIANA –deusa da caça muitas vezes relacionada com os ciclos da Lua
Em Roma, Diana (a Artemis grega) era a deusa da lua e da caça, filha de Júpiter e de Latona, e irmã gêmea de Apolo. Era muito ciosa de sua virgindade. Na mais famosa de suas aventuras, transformou em um cervo o caçador Acteão, que a viu nua durante o banho. Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era cultuada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios. Na mitologia romana, Diana era deusa dos animais selvagens e da caça, bem como dos animais domésticos. Filha de Júpiter e Latona, irmã gêmea de Apolo, obteve do pai permissão para não se casar e se manter sempre casta. Júpiter forneceu-lhe um séquito de sessenta oceânidas e vinte ninfas que, como ela, renunciaram ao casamento. Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Artemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. O mais famoso de seus santuários ficava no bosque junto ao lago Nemi, perto de Arícia.
Pela tradição, o sacerdote devia ser um escravo fugitivo que matasse o antecessor em combate. Em Roma, seu templo mais importante localizava-se no monte Aventino e teria sido construído pelo rei Servius Tulius no século VI a.C. Festejavam-na nos idos (dia 13) de agosto. Na arte romana, era em geral representada como caçadora, com arco e aljava, acompanhada de um cão ou cervo.

BACO


Baco : deus das festas, do vinho, do lazer e do prazer
Foi concebido da união adúltera entre a mortal Sêmele e o infiel senhor dos Deuses, Zeus (Júpiter). Sileno, seu companheiro, foi quem cuidou dele no princípio; em seguida as ninfas, as Bacantes, sátiros e pastores. Ensinou o homem a cultivar os vinhedos, tornando-se por excelência o Deus do Vinho e dos efeitos que essa bebida causa sobre a mente. Patrocinava as festas e as comemorações, principalmente aquelas em que a luxúria imperava - comuns durante o antigo mundo clássico, com especial destaque para o período do Império Romano. Dionísio (Baco), era sempre representado com folhas de parreira e cachos de uva adornando a cabeça. Muitas vezes tinha atitudes debochadas, lânguidas, ou até mesmo efeminadas, o que fazia um perfeito conjunto com as peles de felinos que gostava de usar. Apaixonou-se perdidamente por Ariadne, filha do rei Minos e amada do herói Teseu, vindo a desposa-la.

VESTA


Vesta ou Héstia
Uma das doze divindade gregas do Olimpo, equivalente a deusa romana Vesta, que era adorada como uma deusa do estado, para os gregos era a irmã mais velha de Zeus, Deusa virginal da fogueira doméstica presente em todos os lares gregos, presidindo desta forma sobre a vida doméstica e sobre as coisas privadas. É a filha mais velha de Cronos e Réia, e considerada um dos doze deuses olímpicos mais importantes - e a mais gentil dentre todos. Foi engolida por Cronos e posteriormente resgatada por Zeus. Representada trajando um longo vestido, muitas vezes com a própria cabeça coberta por um véu, ela é a deusa que nunca abandona o lar, o Olimpo, e jamais se envolve nas brigas e guerras de deuses ou mortais. Ajudou-o a tornar-se dono do universo. Desprezou o amor tanto de Possêidon como de Apolo, resolvendo permanecer solteira. Como deusa de coração quente, ela representava a divindade do lar e defendia a vida da família. Era adorada antes dos outros deuses em todas as festas, uma vez que era a mais antiga e preciosa das deusas do Olimpo. Um juramento feito em seu nome era o mais sagrado dos juramentos. Era venerada também pelos Scythianos, que a chamavam Tabiti. Segundo Heródoto era uma das divindades cujo nome não se originou no Egito ou no Oriente próximo. O animal mais sagrado à deusa é o asno.

JUNO


Juno : deusa da força vital, deusa dos deuses
ou Juno Lucina, também conhecida como Hera na mitologia grega, é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira.
Juno e Júpiter tinham 2 filhos, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecida ao vê-lo que atirou-o para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o jogou para fora, por este ter participado de uma briga do rei do Olimpo com Juno, deixando-o coxo com a queda.
Juno possuia muitas rivais, entre elas, a bela Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era uma. Um dia, Calisto reconheceu num caçador seu filho Arcas, já homem. Quis correr e abraçá-lo mas Arcas já erguera sua lança para matá-la quando Júpiter, vendo a desgraça que estava por acontecer afastou-os e lançou-os ao céu transformando-os nas constelações de Ursa Maior e Ursa Menor. Juno, enfurecida por Júpiter ter dado tal privilégio a sua rival, sai à procura de Tétis e Oceanus, as antigas divindades do mar. Conta-lhes toda a injúria que Júpiter fizera a ela, e pede para que eles não deixem as constelações se esconderem em suas águas. Assim a Ursa Maior e a Ursa Menor movem-se em círculo no céu mas nunca descem por trás do oceâno, como as outras estrelas.
Outra de suas rivais foi Io, que Júpiter, ao sentir a presença de Juno, transforma em uma novilha. Juno, desconfiada, pede a novilha de presente. Júpiter não podia negar um presente tão insignificante a sua mulher, então, pesaroso, entrega a novilha a Juno que coloca-a sob os cuidados de Argos Panoptes, um monstro de muitos olhos, e tendo tantos, nunca fechava mais que dois para dormir, vigiando Io dia e noite. Júpiter, perturbado pelo sofrimento da amante, pede a Mercúrio que mate Argos. Com músicas e histórias, Mercúrio consegue fazer com que Argos feche seus 100 olhos e nisso corta sua cabeça fora. Juno entristecida recolhe seus olhos que haviam perdido toda a luz e coloca-os na cauda de seu pavão, onde permanecem até hoje.
Enfurecida, Juno persegue Io por muitas partes da terra até que Júpiter intercede por ela prometendo não dar mais atenção a Io. Juno concorda devolvendo-lhe a aparência humana.
Outro forte inimigo de Juno foi Hércules, filho de Júpiter com a mortal Alcmena. A este declarou guerra desde seu nascimento. Com uma tentativa frustrada de matá-lo quando era apenas um bebê, Juno o submete a Euristeus, que o envolve em muitas aventuras perigosas que ficaram conhecidas como "doze trabalhos".

JÚPITER


JÚPITER: DEUS SUPREMO DA MITOLOGIA ROMANA:deus dos deuses, senhor do Universo
Júpiter foi o Deus supremo do panteão romano e seus atributos eram o raio e
a águia. Deus da luz e do céu, protetor do estado e de suas leis. Os romanos o
adoraram como Júpiter Optimus Maximus, que significava todo-bom e
todo-poderoso. Júpiter foi o protetor da liga antiga das cidades latinas. Na
religião de Roma antiga havia uma espécie de acordo entre os homens e os
Deuses, mediado por rituais, que corretamente executado haveria de ser
atendida a súplica. Se houvesse qualquer falha tornaria o ritual sem êxito.
Portanto a religião romana exigia muitos especialistas que se uniam em
colégios sacerdotais que zelavam pelos rituais. Entre eles estavam os Salios
que eram Sacerdotes de Marte, Deus da guerra e os Lupércios que eram
Sacerdotes de Fauno, Deus dos rebanhos. Os Flaminius eram os
Sacerdotes de Júpiter (flamen Dialis), que não se reuniam em colégios e
detinham o primeiro posto do Templo de Júpiter, o santuário mais
importante de Roma, o centro da vida política, onde eram realizados os
feitos oficiais inclusive as declarações de guerra e os acordos de paz.
Júpiter foi o Deus supremo do panteão romano e seus atributos eram o raio e
a águia. Deus da luz e do céu, protetor do estado e de suas leis. Os romanos o
adoraram como que significava todo-bom e
todo-poderoso. Júpiter foi o protetor da liga antiga das cidades latinas. Na
religião de Roma antiga havia uma espécie de acordo entre os homens e os
Deuses, mediado por rituais, que corretamente executado haveria de ser
atendida a súplica. Se houvesse qualquer falha tornaria o ritual sem êxito.
Portanto a religião romana exigia muitos especialistas que se uniam em
colégios sacerdotais que zelavam pelos rituais. Entre eles estavam os Salios
que eram Sacerdotes de Marte, Deus da guerra e os Lupércios que eram
Sacerdotes de Fauno, Deus dos rebanhos. Os Flaminius eram os
Sacerdotes de Júpiter , que não se reuniam em colégios e
detinham o primeiro posto do Templo de Júpiter, o santuário mais
importante de Roma, o centro da vida política, onde eram realizados os
feitos oficiais inclusive as declarações de guerra e os acordos de paz.
Júpiter Optimus Maximus,
(flamen Dialis)
Era a divindade suprema em autoridade e poder dentre todos os Deuses Greco-Romanos. Tudo podia, sabia e via. A águia era tida como seu símbolo sagrado. Possuía importantes templos em todo o mundo clássico. Salvo das garras de seu pai, Cronos, pela mãe (Réia) quando nasceu, foi escondido e protegido numa gruta da ilha de Creta, onde pode crescer forte e nutrido pelo abundante leite de Aix, cabra divina. Quando se sentiu seguro, saiu de seu esconderijo e enfrentou o pai, saindo vitorioso de sua batalha. Fazia prevalecer sua autoridade utilizando-se de poderosos raios. Arremessando-os, além de seus desejos supremos se realizarem, também podiam fulminar quem o contraísse. Teve vários amores. Dessas uniões nasceram Deuses e Semideuses famosos, tais como Apolo (Febo Apolo), Ártemis (Diana), Hermes (Mercúrio), Dionísio (Baco) e Héracles (Hércules). O rei dos Deuses é, geralmente, representado como um homem de físico atlético, e em suas mãos se encontram feixes de raios.

2 de fevereiro de 2009

B.2. O mundo Romano no apogeu do Império

DEUSES ROMANOS E ATRIBUTOS

Júpiter:rei de todos os deuses, representante do dia
Vénus:amor e beleza
Marte:guerra
Minerva:sabedoria, conhecimento
Plutão:mortos, mundo subterrâneo
Neptuno:mares e oceanos
Juno:rainha dos deuses
Baco:vinho, festas
Febo:luz do Sol, poesia, música, beleza masculina
Diana:caça, castidade, animais selvagens e luz
Ceres:colheita, agricultura
Cupido:amor
Mercúrio:mensageiro dos deuses, protetor dos comerciantes
Vulcano:metais, metalurgia, fogo
Saturno:tempo
Psique:alma

B.2. O mundo Romano no apogeu do Império

Introdução
A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.

LENDA

A origem da cidade de Roma também tem uma versão lendária. Conta a lenda que Roma foi fundada em 753 a.C. por Rômulo e Remo, os gémeos, filhos do deus Marte, que foram abandonados às margens do Tibre logo após o nascimento e, milagrosamente, sobreviveram amamentados por uma loba. Sabe-se que os irmãos foram recolhidos por um pastor, Fáustulo, sendo criados por uma mulher Acca Laurentia e, quando crescidos, disputaram o trono da nova cidade. Os relatos apontam que Remo, para insultar o irmão, saltara as muralhas da cidade erguida por Rómulo; este lançou-se sobre Remo e matou-o dizendo: "Assim há de morrer aquele que transpuser minhas muralhas." Desta forma Rómulo ficou sendo o único chefe, e a nova cidade recebeu o nome de seu fundador.

GRANDES CIVILIZAÇÕES: ROMA



Ficha de avaliação

1. Lê o documento.

“ Nascida da junção de várias aldeias, a polis é a comunidade perfeita, pois permite satisfazer as necessidades dessa comunidade.
(…) Quais são os elementos necessários à existência de uma polis? (…) Em primeiro lugar, as subsistências; depois as variadas profissões indispensáveis à vida; a seguir as armas (…) em quarto lugar uma certa abundância de moeda para o comércio e para as despesas de guerra; em quinto lugar(…) o culto divino (…); e, finalmente, e este é o elemento mais necessário de todos, o poder de decidir sobre os assuntos de interesse geral e sobre as questões individuais.”
Aristóteles, Política

1.1. Indica os elementos que, segundo Aristóteles, devem existir numa polis.
1.2. Identifica as componentes da polis.
1.3. Identifica três cidades-estado da Grécia Antiga

2-Lê o documento.
“ A cidade é um conjunto de cidadãos e disso resulta que nos é necessário examinar quem tem direito à denominação de cidadão e o que é o cidadão (…). O cidadão não é cidadão por residir num determinado lugar, pois metecos e escravos têm residência em comum com os cidadãos (…).
Um cidadão, no sentido absoluto do termo, não se pode definir melhor do que pelo facto de participar no exercício de justiça e nas magistraturas.”
Aristóteles, A Política, Livro 1º, Ed. Presença

2.1. Refere as condições necessárias para que um ateniense fosse considerado cidadão.
2.2. Define o sistema político a “DEMOCRACIA”.

3. Explica como eram educados os rapazes na Atenas antiga.

4. Lê o documento.
“ Os principais deuses vivem no Monte Olimpo. Por isso, chamamos-lhe olímpicos.(…) Além dos olímpicos existe uma multidão de outras divindades extraordinárias, com poderes espantosos.”
Sylvie Baussier, A Mitologia, Livros e Livros

4.1. Completa o quadro.
Deuses Atributos
Zeus ______________
_____ Alegria; vinho
Atena ______________
_______ Esposa de Zeus
Afrodite_____________

5. Completa o texto.
Os Jogos Olímpicos foram criados em honra de _______________________, e realiza-se na cidade-estado de __________________________________.
Realizavam-se de ______________ em _________________ anos.
A prova mais importante dos jogos era o ____________________, que consistia em cinco provas, o _______________, ______________,
______________________, _______________ e _______________________ .
6. Identifica os componentes duma coluna.
7. Indica as ordens gregas

7 de janeiro de 2009

B.1. OS GREGOS NO SÉCULO V a.C.

A Vida quotidiana em Atenas e a Educação dos Atenienses
Os cidadãos possuíam terras e vivia tranquilamente no campo, os que viviam nas cidade

dedicavam-se sobretudo à política e ao governo da cidade-estado.
De manhã reuniam-se na àgora e discutiam leis e política.
À tarde frequentavam ginásios.
Ao fim da tarde começava a refeição principal.
As festas eram só para os cidadãos.
As casas dos gregos eram simples. As divisões da casa distríbuiam-se em volta dum pátio central, onde se colocava um pequeno altar para prestar culto aos deuses. A sala
e a cozinha ficam no andar de baixo no andar de cima ficavam os quartos e o gineceu- região da casa onde viviam as mulheres, dedicando-se à educação dos filhos.
Vestuário:- Homens usavam túnicas em linho e lã e uma capa que cobria um dos ombros e era amarrada à cintura. As mulheres usavam túnicas compridas com pregas.
Calçavam sandálias e a maioria andava descalça.
Alimentação:- Era simples e saudável. Pão, queijo,frutos, vegetais, ovos e carne.

EDUCAÇÃO
A educação ateniense tinha como objectivo o desenvolvimento global do jovem. O homem devia ser fisicamente forte mas também culto, capaz de lutar, de discutir política e apreciar as artes.
A Formação dos Jovens:
-Até aos 7 anos as crianças eram educadas pela mãe no Gineceu
-A partir desta idade as raparigas continuam em casa e aprendem as lides domésticas.
-Os rapazes iam à Escola acompanhados por um escravo- o PEDAGOGO-, onde aprendiam a ler, escrever e contar, estudam música e poesia e faziam ginástica.
Mente sã em corpo são.
-A partir dos 12 anos os rapazes frequentam ginásios e estudam oratória e filosofia, frequentam a Ágora.
-Entre os 18 e 20 anos fazem o serviço militar, no fim do qual se tornam cidadãos.
Os cidadãos ocupam o seu tempo entre a política, as cerimónias religiosas, o teatro e os jogos.

16 de dezembro de 2008

BIOGRAFIAS: PROTAGONISTAS DA ANTIGA GRÉCIA

Péricles: Político (em grego, Περικλῆς), estratego e político grego (c. 495/492 a.C.–429 a.c.) foi um dos principais líderes democráticos de Atenas e a maior personalidade política do século V a.C.. Viveu durante a Era de Ouro de Atenas, e sua presença foi tão marcante que o período compreendido entre o final das Guerras Médicas (448 a.C.) e sua morte (429 a.C.) é chamado o Século de Péricles.
Péricles nasceu de uma família da nobreza ateniense, os Alcmeônidas, descendente do líder reformista Clístenes, responsável pela introdução da maioria das instituições democráticas, durante a revolução de 510 a.C.. Eleito e reeleito várias vezes como estratego-chefe (strategos-arconte), acumulou a chefia civil e a liderança militar da cidade, fazendo com que Atenas alcançasse a maior projeção política, econômica e cultural em toda a sua história.
Péricles foi o maior responsável por muitos dos projectos de construção que incluem muitas das estruturas sobreviventes da acrópole, tendo encarregado o escultor também ateniense Fídias como o supervisor do programa de embelezamento da cidade.
O próprio Péricles persuadiu a cidade a construir muralhas de mais de 4 milhas até ao porto de Atenas. Reconstruiu Atenas, que havia sido destruída nas Guerras Médicas com dinheiro da liga de Delos. Sua realização menos notável talvez tenha sido a exploração de outras cidades como forma de subsidiar o florescimento da democracia ateniense.
Péricles começou a sua vida política ainda bastante novo. Foi discípulo de Daman, Zenão e Anaxagoras. Anaxagoras ensinou retórica a Péricles.
Címon era um político rival de Péricles. Címon, um homem grandioso, ganhou fama e apoiantes entre o povo ao usar o seu próprio dinheiro para ajudar os atenienses que precisavam de assistência. Para contornar Címon, Péricles gastou dinheiro público para construir novos projectos.
Péricles podia eventualmente ter expulso Címon da cidade por um período de tempo. Entretanto, antes de seu período de exílio, Címon teve a oportunidade de liderar os ateniense em uma batalha contra Esparta. Infelizmente, alguns amigos de Péricles afastaram Címon da batalha o que prejudicou os atenienses. Nesse ponto, Péricles pode olhar além de suas próprias ambições e chamar Címon de volta de modo que Atenas pudesse ser vitoriosa.
Péricles concentrou-se então em fortalecer Atenas e melhorar sua infra-estrutura. Entretanto, durante a sua liderança de quarenta anos foi cauteloso e não fazia avanços sobre os oponentes sem primeiramente pesar as suas opções e medir as suas perdas possíveis. Infelizmente, apaixonou-se por uma mulher de nome Aspasia que o fez mudar ligeiramente a maneira em que iniciava conflitos. De acordo com Plutão, Péricles foi persuadido por ela para montar uma expedição de encontro a um de seus inimigos.
Péricles é referenciado frequentemente como o fundador da democracia em Atenas. Entretanto, os estudos críticos recentes moldaram a dúvida sobre isto e descreveram a formação da democracia como um processo lento. O crédito por criar a primeira democracia no mundo vai às circunstâncias sociais, políticas e económicas que um único indivíduo poderia influenciar, mas não criar.
Péricles começou a perder respaldo em Atenas apesar de ainda manter o poder. Os espartanos atacaram e forçaram Atenas a se preparar para um batalha. Infelizmente, durante a batalha, um praga espalhou-se atingindo Atenas e seus aliados, mas não aos seus inimigos, matando muitos, inclusive Péricles e a maior parte de sua família.
Entretanto, depois que Péricles perdeu seu último filho ateniense, os atenienses promoveram uma mudança na lei que fez de seu filho não ateniense um cidadão e um herdeiro legítimo.
Infelizmente a informação que nós temos sobre Péricles é distorcida por séculos de lendas e mitos. A biografia que a maioria de povos detém foi escrita por Plutarco, que viveu aproximadamente 500 anos após Péricles. Plutarco estava mais interessado em estudar o carácter do homem do que escrever sua história.
Tucídides:Historiador, em grego Θουκυδίδης, transl. Thukydídēs, (Atenas, entre 460 e 455 a.C.— Atenas, cerca de 400 a.C.) foi um historiador da Grécia Antiga.
Escreveu a História da Guerra do Peloponeso, em que, em oito volumes, conta a guerra entre Esparta e Atenas ocorrida no século V a.C.. Preocupado com a imparcialidade, ele relata os fatos com concisão e procura explicar-lhes as causas. Tucídides escreveu essa obra pois pensava a Guerra do Peloponeso como um acontecimento de grande relevância para a história da Grécia, mais do que qualquer outra guerra anterior. Esta sua obra é vista no mundo inteiro como um clássico, e representa a primeira obra de seu estilo.
A obra de Tucídides foi revalorizada no ocidente devido à tradução da História da Guerra do Peloponeso para o inglês, por Thomas Hobbes.
Tucídides também foi um dos primeiros a notar que as pessoas que sobreviviam às epidemias de peste em Atenas eram poupadas durante os surtos posteriores da mesma doença, dando origem a toda uma série de acontecimentos que culminaram naquilo que hoje conhecemos como vacinação.
Pelo foco no problema da guerra e devido à análise dos conflitos entre as cidades-Estado da Grécia Antiga, a corrente de pensamento teórico realista das Relações Internacionais, no século XX, passou a considerar Tucídides como o "avô" do do próprio realismo. Assim, pode-se considerar que a releitura de Tucídides pelos analistas de relações internacionais, em pleno século XX, permitiu construir uma abordagem do pensamento realista em perspectiva histórica.[carece de fontes?]
Tucídides considerava que o poder é central nas relações entre as unidades políticas - Estados - e, que o equilíbrio ou desequilíbrio entre as, então, cidades-Estado era a principal causa da guerra.[carece de fontes?]
Pitágoras de Samos:Matemático (do grego Πυθαγόρας) foi um filósofo e matemático grego que nasceu em Samos entre cerca do ano 570 a.C. e 571 a.C. e morreu em Metaponto entre cerca do ano 496 a. C. ou 497 a.C.
A sua biografia está envolta em lendas. Diz-se que o nome significa altar da Pítia ou o que foi anunciado pela Pítia, pois mãe ao consultar a pitonisa soube que a criança seria um ser excepcional.
Pitágoras foi o fundador de uma escola de pensamento grega denominada em sua homenagem de pitagórica.
Arquimedes:Matemático (em grego Αρχιμιδις) foi um matemático, físico e inventor grego. Foi um dos mais importantes cientistas e matemáticos da Antiguidade e um dos maiores de todos os tempos. Ele fez descobertas importantes em geometria e matemática, como por exemplo um método para calcular o número π (razão entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro) utilizando séries. Este resultado constitui também o primeiro caso conhecido do cálculo da soma de uma série infinita. Ele inventou ainda vários tipos de máquinas, quer para uso militar, quer para uso civil. No campo da Física, ele contribuiu para a fundação da Hidrostática, tendo feito, entre outras descobertas, o famoso princípio que leva o seu nome. Ele descobriu ainda o príncipio da alavanca e a ele é atribuída a citação: "Dêem-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo".
Hoje conhecemos muito pouco sobre a vida de Arquimedes e sobre a sua obra, já que muitos dos documentos originais foram destruidos. No entanto os romanos tinham muita admiração por ele e alguns historiadores deixaram textos em que descreviam aquilo que na sua época ainda se conhecia sobre a sua vida e obra. Apesar de que muitos desses textos são sobretudo lendas, o pouco que se sabe sobre Arquimedes teve uma importância decisiva no surgimento da ciência moderna, tendo influenciado, entre outros, Galileu Galilei e Isaac Newton.
Estrabão:Geografo, em grego, Στράϐων (63 a.C. ou 64 a.C. - cerca 24 d.C) foi um historiador, geógrafo e filósofo grego. Foi o autor da monumental Geographia, um tratado de 17 livros contendo a história e descrições de povos e locais de todo o mundo que lhe era conhecido à época.
Estrabão era um termo dado pelos romanos àquele cujos olhos eram distorcidos ou deformados, como os portadores de estrabismo (o pai do general Pompeu, por exemplo, era chamado de Cneu Pompeu Estrabão).
Estrabão nasceu numa família rica da Amaseia (actual província da Amasya, na Turquia) em Pontus, que, tornando-se parte do Império Romano à época de seu nascimento, permitiu-lhe prosseguir os estudos dos vários geógrafos e filósofos em Roma. Apesar de filosoficamente um estoicista, politicamente era um proponente do imperialismo romano. Posteriormente fez várias viagens, entre elas ao Egipto e à Etiópia.
Não se sabe ao certo quando ele escreveu a Geographia (Γεωγραφικά): alguns historiógrafos localizam os primeiros esboços da obra durante o ano 7 d.C outros no ano 18 d.C, mas a versão final data do reinado do imperador Tibério, uma vez que a morte de Juba, rei da Maurousia (23 d.C.) nela é mencionada. Apesar de inúmeros erros (especialmente sobre a direção dos Pirineus), sua Geographia foi, juntamente com a de Ptolomeu a primeira obra desse gênero herdada da antigüidade. História, religião, costumes locais e as instituições dos de diferentes povos estão misturados às descrições geográficas.
Outra obra de sua autoria, a Historia (Ἱστορικὰ Ὑπομνήματα), que continuava a de Políbio, está perdida para nós. Referida pelo própria Estrabão que afirma tê-la escrito, versão que é ratificada por outros autores clássicos, tudo o que chegou até nós é o fragmento de um papiro que se encontra, actualmente, na Universidade de Milão (renumerado como Papyrus] 46).
Várias datas diferentes são propostas para a morte de Estrabão, a maioria localizadas pouco depois de 23 d.C.
Hesíodo:Poeta (em grego, Ἡσίοδος - Hēsíodos, na transliteração), foi um poeta da Grécia Antiga. Nasceu, viveu e faleceu em Ascra, no fim do século VIII a.C.
Hipócrates:Médico (em grego, Ἱπποκράτης) — (Cós, 460–Tessália, 377 a.C.) é considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da saúde, frequentemente considerado "pai da medicina". Hipócrates era um asclepíade, isto é, membro de uma família que durante várias gerações praticara os cuidados em saúde.
Nascido numa ilha grega, os dados sobre sua vida são incertos ou pouco confiáveis. Parece certo, contudo, que viajou pela Grécia e que esteve no Oriente Próximo.
Nas obras hipocráticas há uma série de descrições clínicas pelas quais se pode diagnosticar doenças como a malária, papeira, pneumonia e tuberculose. Para o estudioso grego, muitas epidemias relacionavam-se com fatores climáticos, raciais, dietéticos e do meio onde as pessoas viviam. Muitos de seus comentários nos Aforismos são ainda hoje válidos. Seus escritos sobre anatomia contém descrições claras tanto sobre instrumentos de dissecação quanto sobre procedimentos práticos.
Foi o líder incontestável da chamada "Escola de Cós". O que resta das suas obras testemunha a rejeição da superstição e das práticas mágicas da "saúde" primitiva, direcionando os conhecimentos em saúde no caminho científico. Hipócrates fundamentou a sua prática (e a sua forma de compreender o organismo humano, incluindo a personalidade) na teoria dos quatro humores corporais (sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra) que, consoante as quantidades relativas presentes no corpo, levariam a estados de equilíbrio (eucrasia) ou de doença e dor (discrasia). Esta teoria influenciou, por exemplo, Galeno, que desenvolveu a teoria dos humores e que dominou o conhecimento até o século XVIII. Sua ética resume-se no famoso Juramento de Hipócrates. Porém, certos autores afirmam que o juramento teria sido elaborado numa época bastante posterior.
Eurípedes:Dramaturgo (também grafado Eurípides; do grego antigo: Εὐριπίδης) (Salamina c. 485 a.C. - Pela, Macedônia, 406 a.C.) foi um poeta trágico grego.
Eurípedes foi o último dos três grandes autores trágicos da Atenas clássica (os outros dois foram Ésquilo e Sófocles). Especialistas estimam que Eurípedes tenha escrito 95 peças, embora quatro delas provavelmente tenham sido escritas por Critias. Ele foi autor do maior número de peças trágicas da Grécia que chegaram até nós: dezoito no total (de Ésquilo e Sófocles sobreviveram, de cada um, sete peças completas). Hoje, é amplamente aceito que Rhesus, tida como a décima nona peça completa, possivelmente não seja de Euripides. Fragmentos, alguns substanciais, da maioria das outras peças também sobreviveram.
Pouco se sabe de sua vida, mas parece ter sido austero e pouco sociável. Apaixonado pelo debate de idéias, suas investigações e estudos lhe trouxeram mais alfições do que certezas. Alguns críticos o chamaram de "filósofo de teatro", mas não há certeza se Eurípedes, de fato, pertenceu a alguma escola filosófica. Contudo, parece inegável a influência do filósofo Anaxágoras de Clazômenas e também do movimento sofístico.
Para Eurípedes, os mitos (elementos vitais da tragédia) eram apenas coleções de histórias cuja função era perpetuar crenças sobre concepções primitivas. Por tal motivo, opta por relatar em suas tragédias a história dos negados e/ou vencidos, podendo citar como exemplo a obra As Troianas, em que o autor relata a história das mulheres da cidade de Tróia (lembrando que na época as mulheres não eram consideradas como membros da sociedade). Nisso se diferencia tanto de seus predecesores quanto rompe com características importantes aos gregos. Esse rompimento talvez lhe tenha impedido de construir peças harmônicas e perfeitas no seu conjunto, já que os mitos cumpriam muito bem esse papel de fundo. Mesmo assim, compôs cenas memoráveis e agudas análises psicológicas.
As tragédias completas que chegaram até nós são: Medéia, Hipólito, Hécuba, Andrômaca, Alceste, As Bacantes, Héracles, A Heracléade, As Suplicantes, As Mulheres de Tróia, Electra, Ifigênia em Áulida, Helena, Íon, Orestes, Ifigênia em Táurida, As Fenícias e O Ciclope.
Foi alvo de gozo por parte de Aristófanes.
Ésquilo:Dramaturgo (em grego, Αἰσχύλος - Aiskhýlos, na transliteração) -- Elêusis c. 525 a.C. - Gela 456 a.C. -- foi um poeta trágico grego. É considerado como o fundador da tragédia. Foi soldado em Maratona, Salamina e Plateias (o que explica várias peças de cariz militarista, como Sete contra Tebas e sobretudo, derivado da sua experiência directa, Os persas). Na sua biografia ressalta desde logo a sua naturalidade: Eleusis, na Ática, cidade famosa pelos Mistérios de Elêusis, cerimónia iniciática de que ainda se desconhece a verdadeira componente (a este propósito Ésquilo terá sido julgado pelo facto de ter revelado os Mistérios, tendo, no entanto, sido absolvido). Ao longo da sua vida Ésquilo assistiu à consolidação da democracia ateniense, tendo posteriormente viajado para Siracusa a convite do tirano Hiéron, onde terá travado conhecimento com os místicos pitagóricos. Na sua obra destaca-se a importância dada ao sofrimento, narrando as sagas dos Deuses e dos Mitos (como por exemplo em Prometeu Acorrentado). Terá escrito 79 tragédias (segundo alguns autores cerca de 90), das quais se conservaram apenas sete tragédias completas (para além de inúmeros fragmentos dispersos de outras):
Os Persas (472 a.C.);
Sete Contra Tebas (467 a.C.);
As Suplicantes (c. 463 a.C.);
Prometeu Acorrentado (c. 462-459 a.C.);
Agamemnon (458 a.C.);
Coéforas (458 a.C.);
Eumênides (458 a.C.).
As três últimas constituem a única trilogia que chegou inteira até nós: a Orestéia (ou Oréstia), uma das mais pungentes tragédias da Grécia Antiga narrando o drama protagonizado pelos últimos Atridas: Agamémon, Clitemnestra, Egisto, Electra e, naturalmente, Orestes (em torno do qual se realizam grande parte dos oráculos anunciados e que dá o nome de conjunto à trilogia).
Sófocles:Dramaturgo (em grego, Σοφοκλῆς – Sophoklês, na transliteração) (496 a.C.- 406 a.C.) foi um dramaturgo grego, um dos mais importantes escritores de tragédia ao lado de Ésquilo e Eurípedes. Suas peças retratam personagens nobres e da realeza. Filho de um rico mercador, nasceu em Colono, perto de Atenas, na época do governo de Péricles, o apogeu da cultura helênica.
Escreveu cerca de 120 peças, das quais apenas sete "sobrevivem" até os dias de hoje, e também trabalhou como ator. Foi ordenado sacerdote de Asclépio, o deus da medicina, e eleito duas vezes para a Junta de Generais, que administrava os negócios civis e militares de Atenas. Dirigiu o departamento do Tesouro, que controlava os fundos da Confederação de Delos.
Em suas tragédias, mostra dois tipos de sofrimento: o que decorre do excesso de paixão e o que é conseqüência de um acontecimento acidental (destino). Reduziu a importância do coro no teatro grego, relegando-o ao papel de observador do drama que se desenrola à sua frente. Também aperfeiçoou a cenografia e aumentou o número de elementos do coro de 12 para 15, porém esse número pode variar de acordo com o poeta que define a tragédia. Sua concepção teatral foi inovadora e elevou o número de atores de dois para três. Suas peças "sobreviventes" são:
Polícleto:Escultor de Argos (Πολύκλειτος) (Sião ou Argos, 480 ou 450–420 a.C.) foi um dos mais notáveis escultores gregos. Foi colega de Míron, Fídias e aluno de Agelaídas.
Nenhuma de suas obras originais se conservou até hoje, mas muitas são conhecidas através de cópias romanas. Atualmente é famoso principalmente por sua escultura Doríforo (atirador de lanças), figura nua, musculosa, mas de pequeno porte, considerada por muito tempo como o ideal da beleza masculina. Nessa escultura, uma das bases do classicismo, aplicou seu cânone (teoria das proporções).
Na antigüidade ficou conhecido graças à colossal estátua de Hera, esculpida em marfim e ouro, e colocada no templo desta deusa, situado próximo a Argos. O Diadúmeno foi outra obra famosa do artista, que escreveu também um tratado sobre sua própria arte.
Míron:Escultor foi um escultor grego (século V a.C.), nascido em Elêutras. Foi o mais velho dos três grandes escultores do século de Péricles: Míron, Fídias e Policleto. Duas de suas obras chegaram até nós em cópias romanas: Atena, Mársias, e o Discóbolo, uma das esculturas mais famosas da história da arte.

Fídias:Escultor, Arquitecto (em grego Φειδίας — Pheidias) (Atenas, 490–Olímpia, 430 a.C.) foi um escultor grego que se formou, como seu predecessor Míron, na escola dos mestres de Argos.
O início de sua carreira é obscuro: é possível que tenha colaborado na sala de iniciação de Elêusis. Também lhe é atribuído um Apolo e um monumento representando Miltíade heroificado e rodeado por deuses, que foi colocado na entrada no santuário de Delfos. Após ter esculpido Atenas armada (cerca de 453 a.C.), foi encarregado por Péricles de ser o supervisor do programa de embelezamento de Atenas e exerceu grande influência sobre os projetos artísticos do chamado Século de Péricles.
Nenhuma de suas obras se conservou. No entanto, as esculturas do Partenon, que por ele foram concebidas (e provavelmente executadas sob sua supervisão) atestam seu gênio. Sua contribuição própria e mais famosa relaciona-se também com o Partenon: trata-se da célebre Athena Parthenos, de ouro e marfim e com mais de 12 metros de altura. Antes dessa obra, Fídias já havia conquistado fama com outra estátua, a Athena Promachos, que estava localizada na Acrópole, em 456 a.C.. Consta que após o término da Athena Parthenos, foi exilado por ter se apossado de parte do ouro destinado para a confecção da obra. Depois, foi perseguido por sacrilégio, pois havia colocado seu retrato ao lado do de Péricles no escudo de Atena. Seja como for, em 430 a.C., Fídias estava em Élis, trabalhando na obra Zeus Olympeios. Foi preso e foi na prisão que acabou por falecer.
Outros trabalhos famosos de Fídias foram a Amazona, para o templo de Artemis em Éfeso e a Athena Lemnia. É considerado o maior escultor da antigüidade.
Aristófanes: Dramaturgo, em grego antigo Ἀριστοφάνης, (c. 447 a.C. - c. 385 a.C.) foi um dramaturgo grego. É considerado o maior representante da Comédia Antiga. Nasceu em Atenas e, embora sua vida seja pouco conhecida, sua obra permite deduzir que teve uma formação requintada. Aristófanes viveu toda a sua juventude sob o esplendor do Século de Péricles. Aristófanes foi testemunha também o início do fim daquela grande Atenas. Ele viu o início da Guerra do Peloponeso, que arruinou a hélade. Ele, da mesma forma, viu de perto o papel nocivo dos demagogos na destruição econômica, militar e cultural de sua cidade-estado. À sua volta, à volta da acrópole de Atenas, florescia a sofística -a arte da persuasão-, que subvertia os conceitos religiosos, políticos, sociais e culturais da sua civilização. Conta-se que teve dois filhos, que também seguiram a carreira do pai.
Homero:Escritor (em grego, Ὅμηρος - Hómēros, na transliteração) foi o primeiro grande poeta grego cuja obra chegou até nós. Teria vivido no século VIII a.C., período coincidente com o ressurgimento da escrita na Grécia. Consagrou o género épico com as obras Ilíada e Odisséia. Além destas, mas sem respaldo histórico ou literário, são a ele atribuídas as obras Margites, poema cômico a respeito de um herói trapalhão; a Batracomiomaquia, paródia burlesca da Ilíada que relata uma guerra fantástica entre ratos e rãs, e os Hinos homéricos.
Heródoto: Pai da História
(em grego, Ἡρόδοτος - Hēródotos, na transliteração) foi um historiador grego, continuador de Hecateu de Mileto, nascido no século V a.C. (485?–420 a.C.) em Halicarnasso (hoje Bodrum, na Turquia).
Foi o autor da história da invasão persa da Grécia nos princípios do século V a.C., conhecida simplesmente como As histórias de Heródoto. Esta obra foi reconhecida como uma nova forma de literatura pouco depois de ser publicada.
Antes de Heródoto, tinham existido crónicas e épicos, e também estes haviam preservado o conhecimento do passado. Mas Heródoto foi o primeiro não só a gravar o passado mas também a considerá-lo um problema filosófico ou um projecto de pesquisa que podia revelar conhecimento do comportamento humano. A sua criação deu-lhe o título de "pai da história" e a palavra que utilizou para o conseguir, história, que previamente tinha significado simplesmente "pesquisa", tomou a conotação atual de "história".
A obra Histórias foi frequentemente acusada no velho mundo de influenciável, imprecisa e plagiária. Ataques semelhantes foram preconizados por alguns pensadores modernos, que defendem que Heródoto exagerou na extensão das suas viagens e nas fontes criadas. Contudo, o respeito pelo seu rigor tem aumentado na última metade do século, sendo actualmente reconhecido não apenas como pioneiro na história, mas também na etnografia e antropologia.
Provavelmente escritas entre 450 e 430 a.C., as Histórias foram posteriormente divididas em 9 livros, intituladas segundo os nomes das musas, pelos eruditos alexandrinos. Por volta de 445 a.C., segundo consta, Heródoto fez leituras públicas de sua obra em Atenas.
Quanto ao conteúdo, os primeiros seis livros relatam o crescimento do Império Persa. Começam com uma introdução do primeiro monarca asiático a conquistar as cidades-estado gregas e o verdadeiro tributo, Creso da Lídia. Creso perdeu o reinado para Ciro, o fundador do Império Persa. As primeiras seis obras acabam com a derrota dos persas em 490 a.C., na batalha de Maratona, que constituiu o primeiro retrocesso no progresso imperial.
Os últimos três livros descrevem a tentativa do rei persa Xerxes I da Pérsia de vingar dez anos mais tarde a derrota persa em Maratona e absorver a Grécia no império persa. Histórias acaba em 479 a.C. com a expulsão na batalha de Plateias e o recuo da fronteira do império persa para a linha costeira da Anatólia.
No que diz respeito à vida de Heródoto, sabe-se que foi exilado de Halicarnasso após um golpe de estado frustrado contra a dinastia no poder em que estava envolvido, retirando-se para a ilha de Samos. Parece nunca ter regressado a Halicarnasso, embora em Histórias pareça sentir orgulho de sua cidade natal e da respectiva rainha, Artemísia I de Cária.
Deve ter sido durante o exílio que empreendeu as viagens que descreve em Histórias. Estas viagens conduziram-no ao Egipto, Primeira Catarata, Babilónia, Ucrânia, Itália e Sicília. Heródoto refere uma conversa com um informador em Esparta, e muito certamente terá vivido durante um determinado período em Atenas. Nesta registou as tradições orais das famílias proeminentes, em especial, a Alkmaeonidai, à qual Péricles pertencia do lado materno. Mas os Atenienses não aceitavam os estrangeiros como cidadãos, e quando Atenas apoiou a colónia de Thurii na aniquilação de Itália em 444 a.C., Heródoto tornou-se colono. Desconhece-se se lá morreu ou não.
Numa determinada altura tornou-se um logios – isto é, um recitador de prosa logai ou histórias – cujos temas baseavam-se em contos de batalhas, maravilhas de países distantes e outros acontecimentos históricos. Fez roteiros das cidades gregas e dos maiores festivais atléticos e religiosos, onde dava espectáculos pelos quais esperava pagamento. Em 431 a.C., a guerra do Peloponeso rebentou entre Atenas e Esparta. Poderá ter sido esse conflito, que dividiu o mundo grego, que o inspirou a reunir “logoi” numa narrativa contínua – Histórias – centrada no progresso imperial da Pérsia interrompida pela aliança entre Atenas e Esparta.
Sócrates: Filósofo
Sócrates (em grego, Σωκράτης [Sōkrátēs], (470–399 a.C.) foi um filósofo ateniense, um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental, e um dos fundadores da atual Filosofia Ocidental. As fontes mais importantes de informações sobre Sócrates são Platão, Xenofonte e Aristóteles (Alguns historiadores afirmam só se poder falar de Sócrates como um personagem de Platão, por ele nunca ter deixado nada escrito de sua própria autoria.). Os diálogos de Platão retratam Sócrates como mestre que se recusa a ter discípulos, e um homem piedoso que foi executado por impiedade. Sócrates não valorizava os prazeres dos sentidos, todavia se escalava o belo entre as maiores virtudes, junto ao bom e ao justo. Dedicava-se ao parto das idéias (Fedro) dos cidadãos de Atenas, mas era indiferente em relação a seus próprios filhos.
O julgamento e a execução de Sócrates são eventos centrais da obra de Platão (Apologia e Críton). Sócrates admitiu que poderia ter evitado sua condenação (beber o veneno chamado cicuta) se tivesse desistido da vida justa. Mesmo depois de sua condenação, ele poderia ter evitado sua morte se tivesse escapado com a ajuda de amigos. A razão para sua cooperação com a justiça da pólis e com seus próprios valores mostra uma valiosa faceta de sua filosofia, em especial aquela que é descrita nos diálogos com Críton.
Platão: Filósofo
(Atenas,428/27– Atenas, 347 a.C.) foi um filósofo grego.
Discípulo de Sócrates, fundador da Academia e mestre de Aristóteles. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas. Πλάτος (plátos) em grego significa amplitude, dimensão, largura. Sua filosofia é de grande importância e influência. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política, metafísica e teoria do conhecimento.
Aristóteles: Filósofo
(em grego Αριστοτέλης) nasceu em Estagira, na Calcídica (384 a.C. - 322 a.C.). Filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico.
Aristóteles figura entre os mais influentes filósofos gregos, ao lado de Sócrates e Platão, que transformaram a filosofia pré-socrática, construindo um dos principais fundamentos da filosofia ocidental. Aristóteles prestou contribuições fundantes em diversas áreas do conhecimento humano, destacando-se: ética, política, física, metafísica, lógica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia, história natural. É considerado por muitos o filósofo que mais influenciou o pensamento ocidental.
Por ter estudado uma variada gama de assuntos, e por ter sido também um discípulo que em muito sentidos ultrapassou o mestre, Platão, é conhecido também como O Filósofo. Aristóteles também foi chamado de o estagirita, pela terra natal, Estagira

5 de novembro de 2008

B.1. OS GREGOS NO SÉCULO V a.C.

O PENSAMENTO
Os gregos desenvolveram conhecimentos em muitas áreas do saber.
FILOSOFIA (filos = amigo + sofia = sabedoria): Sócrates; Platão e Aristóteles
HISTÓRIA: Heródoto (pai da História)
MATEMÁTICA: Pitágoras

MEDICINA: Hipócrates

... e outras áreas do saber e outros protagonistas.
A ARTE GREGA

A arte grega dos sécs. V e IV a. C., por ser tão bela e perfeita, serviu de modelo à arte europeia de várias épocas. Dizemos, por isso, que os sécs. V e IV a. C. são um período clássico da arte.

1 – A Arquitectura

Os edifícios em que melhor se manifesta a perfeição da arquitectura grega é nos templos, mas é preciso não esquecer que os gregos também construíram teatros e estádios.

Antes de mais, convém saber que havia edifícios de dois estilos ou ordens: ordem dórica e ordem jónica o que fazia com que, do exterior, parecessem muito diferentes. Nos esquemas seguintes pode perceber-se porquê.

A planta dos edifícios era geométrica – normalmente rectangular – e as colunas (stilo, em grego) eram o elemento base da construção. Normalmente rodeavam o edifício, formando o peristilo (isto é: com colunas à volta). Sobre elas assentavam as traves que sustentavam o telhado de duas águas. Nos dois extremos, o espaço triangular formado pelos vértices do telhado e das traves é o frontão.

O que mais sobressai da arquitectura grega é

-a ordem (a que cada edifício pertence);

-a harmonia das suas proporções: os edifícios não são excessivamente grandes; são construídos à dimensão humana;

-o equilíbrio do conjunto apesar da natureza geométrica da planta;

-a delicadeza da decoração: presente no canelado das colunas, no adorno dos capitéis, nos relevos dos frisos e do frontão, assim como na utilização de cores garridas que dão luz, brilho e alegria ao conjunto.
Três ordens arquitectónicas

-Ordem DÓRICA
-Ordem JÓNICA
-Ordem CORÍNTIA


A ESCULTURA: Características
-Naturalismo
-Ideia de Movimento
-Perfeição
-Serenidade
-Harmonia
PINTURA
Vasos de cerâmica com figuras a negro em fundo vermelho e figuras a vermelho em fundo negro.
Artes decorativas: Mobiliário, ourivesaria e cerâmica.

B.1. OS GREGOS NO SÉCULO V a.C.

OS JOGOS OLÍMPICOS

Os gregos criaram formas de culto diferentes, como concursos atléticos e artísticos em que competiam.
Os Jogos Olímpicos, em honra de Zeus, realizavam-se de 4 em 4 anos em Olímpia.
Participam atletas de todo mundo gego e cidadãos e durante a realização da prova havia tréguas se houvesse guerra.
Duravam 6 dias e tinham várias provas como: corrida, corrida de cavalos, pancrácio e a prova mais importante era o PENTATLO:conjunto de 5 provas-corrida,salto em comprimento, lançamento do disco, lançamento do dardo e a luta. O vencedor era considerado um herói, 
sendo coroado com uma coroa de folhas de oliveira e recebido na sua cidade com honras.

O TEATRO
As origens do Teatro ligam-se às festas realizadas em honra de Dionísio, deus do vinho e da alegria.
Os géneros teatrais eram a
COMÉDIA (Principal autor:Aristófanes) e a
 TRAGÉDIA (Autores: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes).
Estas peças eram representados em teatros, por actores que usavam máscaras.

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A RELIGIÃO GREGA
Os gregos criaram os seus deuses semelhantes aos seres humanos na forma e nas características. A sua religião era politeísta e para agradarem aos deuses criaram formas de culto originais, como o Teatro e os Jogos Olímpicos.Os Gregos também veneravam os seus heróis.Deuses gregos: Características e deuses principais (olímpicos)
(Zeus)
Forma antropomórfica
Imortais
Poder de se transformarem e serem invisíveis.
Viviam no monte Olímpo.
ZEUS (deus dos deuses) .Hera sua mulher · Posídon (mares) · Hades (mortos e inferno)· Atena (sabedoria) · Apolo (sol e artes) · Ártemis (caça e lua) · Deméter (agricultura) · Afrodite (amor e beleza) · Ares (guerra) · Hefesto (fogo)· Hermes (comerciantes e mensageiro) · Dionísio (vinho e alegria )

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A DEMOCRACIA na época de PÉRICLES

No século V a.C. foi instaurado em ATENAS um novo regime político, a DEMOCRACIA. Esta forma de governo defendia a igualdade de direitos entre os cidadãos, grupo social que passou a dominar a vida política.
Democracia: o poder pertence ao povo (cidadãos).

Os CIDADÃOS: eram indivíduos do sexo masculino, com mais de 20 anos, filhos de pais atenienses, com serviço militar cumprido. Tinham todos os direitos.

Os METECOS: eram estrangeiros que viviam em Atenas. Eram livres e dedicavam-se sobretudo ao comércio e tinham de pagar 
impostos e prestar serviço militar.

Os ESCRAVOS: Não tinham direitos nenhuns e não eram livres.

Funcionamento do regime democrático:
-ECLÉSIA: assembleia do povo: aprova as leis

-BULÉ: Prepara as leis

-MAGISTRADOS: poder executivo

-TRIBUNAIS: poder judicial

Limitações da democracia ateniense:

-Só cidadãos podiam participar no governo da cidade-estado: os metecos, escravos e mulheres não.

-Existência de escravos

-Imperialismo ateniense

-Ostracismo: condenação ao exílio e á morte
-Limitação à liberdade de expressão.
Péricles: Biografia-
Péricles (em grego, Περικλῆς), estratego e político grego (c. 495/492 a.C.–429 a.C.) foi um dos principais líderes democráticos de Atenas e a maior personalidade política do século V a.C.. Viveu durante a Era de Ouro de Atenas, e sua presença foi tão marcante que o período compreendido entre o final das Guerras Médicas (448 a.C.) e sua morte (429 a.C.) é chamado o Século de Péricles.








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GRÉCIA-ATENAS

A Grécia situa-se na Península Balcânica, é banhada a sul pelo mar Mediterrâneo, a este pelo mar Egeu e a oeste pelo mar Jónio. A Civilização Grega desenvolveu-se a partir do século VIII a.C., na Grécia continental, nas costas da Ásia Menor e do mar Negro, e em várias ilhas do mar Egeu e no Mediterrâneo. Esta civilização atingiu o seu período mais rico no século V a.C..
Características geográficas:
-Montanhosa (80%)
-Bons portos naturais
-Muitas ilhas
Organização em Cidades-estado (PÓLIS):-cidades com governo próprio, leis próprias e exército próprios e território e população.

A Pólis: Tinha uma ACRÓPOLE (situa-se na parte mais alta, era o centro religioso e servia de defesa pois era muralhada).

Tinha a ÁGORA ou praça pública (parte baixa com zonas residenciais, administrativas e comerciais). Zona Rural (campos).

Os gregos expandiram-se e formaram colónias.
ATENAS: Situa-se na Ática com um porto, o PIREU, com uma moeda, o DRACMA, bons comerciantes, marinheiros, guerreiros e homens cultos. Formou a Liga de Delos

B.1. OS GREGOS NO SÉCULO V a.C.

ESQUEMA CONCEPTUAL
No século V a.C. existia, na Grécia, um conjunto de cidades-estado (Atenas; Esparta; Olímpia e etc) nas quais se desenvolveu uma civilização culturalmente brilhante, marcada pela tolerância e pelo desenvolvimento de novas formas de pensamento. Destas cidades-estado a que mais se destacou foi Atenas. Aí surgiu uma nova forma de organização política, a DEMOCRACIA,, e aí se desenvolveram diversas formas de cultura, desde o TEATRO, a FILOSOFIA, a ARQUITECTURA e a ESCULTURA.
A Grécia deixou para a posterioridade um grande legado: as primeiras formas de Democracia; a afirmação dos valores humanistas, como a igualdade de direitos, e a criação de um modelo artístico que moldou , durante séculos, a arte europeia.

27 de outubro de 2008

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

HIERÓGLIFOS

SÊ UM ESCRIBA

ESCREVE O TEU NOME EM HIEROGLIFOS

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A ARTE EGÍPCIA
LEI da FRONTALIDADE: as figuras eram representadas de frente, olhando na direcção do horizonte e não mostravam movimento
LEI da HIERARQUIA: as figuras são maiores ou mais pequenas conforme a condição social.
Arquitectura: Características:
monumentalidade
grandiosidade
durabilidade
uso da coluna
Pintura: Temas
Cenas religiosas
Quotidiano
Hieróglifos

Escultura:

Estátuas colossais, pequenas e relevo

Artes decorativas: Ourivesaria;olaria;mobiliário

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A SOCIEDADE EGÍPCIA
Sociedade hierarquizada e estratificada
  • Faraó: chefe supremo do Egipto (deus+rei) Poderes: Supremo sacerdote;administrava a Justiça;comandava o exército; juiz supremo

  • Nobres e altos funcionários (vizir)

  • Sacerdotes

  • Escribas

  • Artesãos, comerciantes e camponeses

  • Escravos
Privilegiados: Nobres;sacerdotes e escribas

Não privilegiados: Artesãos; comerciantes; camponeses


Símbolos de poder do Faraó : Nemés (toucado real); Nekhbet (deusa protectora do Alto Egipto); Uraéus (serpente protectora dos faraós); Barba postiça (simbolo de imortalidade); Ceptro (que guia o povo); Chicote (que ameaça os inimigos).

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O LIVRO DOS MORTOS
O Livro dos Mortos, como ficou entre nós conhecido o conjunto de textos mortuários, mais de 200 fórmulas mágicas e hinos datados do Império Novo (1550 a.C.) até o período de dominação greco-romana (332 a.C.-395 d.c),. Encontrados sobretudo em Tebas, são geralmente conhecidos, em conjunto,como "a Recensão Tebana do Livro dos Mortos". Copiada pelos escribas desde 1600 a.C. até 900 a.C., aproximadamente; prestava-se de fato como receita a ser seguida pelas almas que adentravam no desconhecido. Antes, porém, destinava-se a instruir os "vivos", que, uma vez iniciados em seus segredos, poderiam melhor preparar suas almas para o derradeiro julgamento. Por isso, o título verdadeiro desse livro é outro; uma melhor tradução de seu nome seria "Saída para a Luz", isto é, para o dia, para o renascimento. Seus papiros eram comumente colocados junto ao corpo mumificado, sob a cabeça do cadáver, conforme o costume funerário egípcio. Outras vezes, passagens de seu texto sagrado eram transcritas nas câmaras mortuárias, principalmente sob a forma de recitações mágicas a serem proferidas pela alma em seus percalços no além.
O Livro dos Mortos evoluiu dos Textos da Pirâmide do Velho Reino - os textos funerários mais velhos do mundo. Esses encantos e rituais eram inscritos nas paredes da tumba de egípcios de alta classe apenas. No Reino do Meio estes segredos tornaram-se disponíveis para qualquer um que pudesse pagar um ritual de funeral e eram inscritos dentro dos caixões, para que as múmias "lessem". Eventualmente, os textos de caixão se transformaram no "Livro dos Mortos" que era bastante usado durante o Novo Reino.
O tema central da obra é o julgamento da alma do morto, ou melhor, a pesagem do seu coração, órgão associado à idéia da alma. O morto era levado por Anúbis até a sala do Tribunal, e se apresentava a Osíris e a mais 42 deuses. O coração era pesado numa balança pelo deus Anúbis, e Tot anotava os resultados. A deusa Maat, cujo nome significa "verdade", era o fiel da balança. Quase exclusivamente representada por uma pena de avestruz, ela se colocava sobre o outro prato da balança, a servir de contrapeso ao coração. Se este fosse mais pesado, a alma era considerada impura, e o cão Anúbis o atirava a uma terrível divindade híbrida, que o devorava. Caso seu peso fosse tão justo quanto a pena de Maat, a alma imaculada, triunfante, era então entregue aos cuidados de Osíris.
Destinavam-se a dar-lhe o poder de gozar ávida eterna, fornecer-lhe tudo o de que precisasse no Outro Mundo, assegurar-lhe a vitória sobre os inimigos, proporcionar-lhe o dom de conciliar as boas-graças de seres amistosos no além-Túmulo, ir aonde quisesse, quando e como quisesse, preservar intactos seus restos mumificados e, finalmente, permitir que sua alma atingisse o reino do divino Osíris, o vencedor da morte, que restitui a vida a homens e mulheres.
O egípcio piedoso, rei ou lavrador, rainha ou escrava, vivia com os ensinamentos do Livro dos Mortos diante dos olhos, era sepultado de acordo com suas instruções e baseava toda a sua espiritualidade e felicidade eternas na eficácia de seus hinos, orações e palavras de poder, que condensavam toda a doutrina da religião egípcia acerca de uma vida após a morte.
Até que pudesse se apresentar ao tribunal de Osíris, onde seria julgada em razão do que fora sua vida terrena, Bá, a alma (agora separada de Ká, o corpo), teria de sofrer árdua caminhada, cruzar 21 pilares, desvendar 15 entradas e passar por sete salas de provações.

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OS RITUAIS DE MUMIFICAÇÃOA mumificação e os rituais funerários obedeciam regras rígidas, estabelecidas pelo próprio Anúbis e duravam 70 dias.
Após a retirada dos órgãos internos, os embalsamadores colocavam as vísceras em vasos sagrados chamados "Vasos Canopos", cada um sob a proteção de um dos quatro filhos de Hórus. Inseti, com cabeça de homem protege o fígado; Hapi com cabeça de babuíno, os pulmões; Duamutef com cabeça de cão o estômago; Kebehsenuf, com cabeça de falcão, os intestinos.O coração era lacrado no próprio corpo. Os Egípcios o consideravam como o órgão tanto da inteligência como do sentimento e portanto, seria indispensável na hora do juízo. Somente à alguém com um coração tão leve quanto a pluma da verdade, o deus Osiris permitia a entrada para a vida eterna. Os Egípcios não davam nenhuma importância ao cérebro. Após extraí-lo através das narinas do morto, os embalsamadores o jogavam fora. Depois de secar o cadáver com sal de natrão, eles o lavavam e besuntavam com resinas conservadoras e aromáticas.Finalmente, envolviam o corpo em centenas de metros de tiras de linho, entre essas tiras eram colocados diversos amuletos que protegiam o morto contra inimigos e demónios do mundo subterrâneo. Antes de a múmia ser colocada no túmulo, um sacerdote funerário celebrava a cerimônia da abertura dos olhos e da boca, a fim de devolver á vida todos os sentidos do morto.

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AMULETOS
Em sua forma mais simples, os amuletos davam proteção geral. O ankh, por exemplo, era um sinal de vida, enquanto que o pilar ‘djed’ era um sinal de estabilidade. Muitos tinham um significado literal: amuletos frequentemente protegem a parte do corpo que eles são feitos de acordo (na vida ou depois da morte), enquanto um amuleto de cabeça de cobra protegeria contra a mordida de cobras. Amuletos também podiam dar uma força especial; um olho daria visão e uma lebre, velocidade, por exemplo.
O amuleto mais importante era o escaravelho. Este besouro leva uma bola de estrume contendo seus ovos e assim passou a representar a passagem do sol através do céu e renascimento.
KHEPRA, (escaravelho, em egípcio) ou um homem com um escaravelho no lugar da cabeça também representavam o deus-Sol. Nesse caso o besouro simbolizava o deus Khepra e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à idéia mitológica de ressurreição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.

Olho de Hórus
Símbolo sagrado no antigo Egito. O olho direito representava o Sol e o esquerdo a Lua. O “olho” direito de Hórus era chamado “vaca de Hathor” e servia como poderoso amuleto ou talismã, emblema do Sol Espiritual, rei do mundo, que desde seu encoberto trono vê debaixo dele todo o Universo. O Olho é símbolo do conhecimento e também da divindade, para quem nada permanece oculto. “Olho que tudo vê”. Para os gregos era “o Olho de Júpiter”, para os pársis era “o Olho de Ormuzd”. Deus Onividente, Salvador e Preservador."Que o Olho de Hórus possa tomar a frente do deus e brilhar através de sua boca" Os Textos das Pirâmides.
Hórus "o que governa com dois olhos".
Esta é a representação do Deus Egípcio Hórus com cabeça de Falcão. Na mitologia egípcia, Hórus era um dos 5 filhos de Ra e Rhea, o par original de deuses egípcios. Seus irmãos eram Osiris, Set, Isis e Neftis. O olho de Hórus simboliza a justiça implacável do olhar que tudo vê ao qual nada escapa, tanto na vida íntima como pública. É a representação da dedicação aos rituais e às leis, ilustrando a luta da luz contra as trevas. Símbolo também usado nos templos maçônicos.O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.
O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos esotéricos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.
Hórus (ou Heru-sa-Aset ou Her'ur ou Hrw ou Hr ou Hor-Hekenu) era o deus egípcio do céu, filho de Osíris e Ísis. Tinha cabeça de falcão e seus olhos representavam o sol e a lua. Matou Seth e tornou-se o rei dos vivos no Egipto.Perdeu um olho lutando com Seth, considerado o famoso olho de Hórus,originalmente conhecido como o Olho de Rá,que foi um dos amuletos mais usados no Egipto em todas as épocas.

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A MORTE NO EGIPTONada era mais importante para os egípcios do que alcançar a vida eterna e eles faziam de tudo para chegar até lá. De feitiços rituais, a embalsamamento e construção de tumbas magnifícas, quanto mais dinheiro eles tinham, mais eles gastavam nas suas preparações para a morte.
Os egípcios acreditavam que cada pessoa tinha um corpo físico e um ‘ka’ – uma força de vida que continuava após a morte. Este ka precisaria da mesma sustentação que uma pessoa viva, além de entretenimento e os instrumentos de seu comércio. Todos estes itens eram colocados em sua tumba. Principalmente, o ka precisaria se reunir com o corpo físico, e é por isso que os corpos eram mumificados. Os mortos tinham que se juntar ao seu ka para alcançar vida depois da morte mas, como o corpo físico não poderia fazer a jornada da tumba para o submundo, o ‘ba’ da pessoa, ou personalidade, o fazia.Quando o ba e ka se uniam, eles faziam a jornada final para o céu, luz do sol e estrelas, onde os mortos ressuscitavam como um ‘akh’ (ou espírito) e viviam para sempre.
MUMIFICAÇÃO
O primeiro passo da mumificação era remover os órgãos internos através de um corte no lado. O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado fora. Os órgãos remanescentes eram armazenados em jarras de canopo.Em seguida, o corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para desidratar durante 40 dias. Então era empacotado com linho ensopado de resina, natro e aromáticos e as cavidades do corpo eram tapadas. Finalmente, ele era coberto de resina e enfaixado, com os padres colocando amuletos entre as camadas. Todo o processo – acompanhado de orações e encantos – levava cerca de 70 dias mas preservava os corpos durante milhares de anos.
O LIVRO DOS MORTOSO Livro dos Mortos evoluiu dos Textos da Pirâmide do Velho Reino – os textos funerários mais velhos do mundo. Esses encantos e rituais eram inscritos nas paredes da tumba de egípcios de alta classe apenas. No Reino do Meio estes segredos tornaram-se disponíveis para qualquer um que pudesse pagar um ritual de funeral e eram inscritos dentro dos caixões, para que as múmias ‘lessem’. Eventualmente, os textos de caixão se transformaram no Livro dos Mortos que era bastante usado durante o Novo Reino.O coração era o centro da vida dos egípcios, por isso quatro feitiços eram dedicados para proteger o coração do morto. Feitiço número 23, a ‘Abertura da Boca’, era também crucial, já que restaurava os sentidos da múmia na vida após a morte.
CAIXÕES E SARCÓFAGOSOs caixões mais antigos eram simples caixas retangulares de madeira decorados com olhos (para que o morto pudesse ver) e textos de caixão. Às vezes eles tinham uma porta falsa para que o morto pudesse ‘sair’. No Reino do Meio, caixões de forma humana decorados com grupos de hieróglifos horizontais e verticais que se pareciam com as faixas da múmia tornaram-se mais comuns. Os caixões eram ricamente pintados (ou dourados se reais), por dentro e por fora, com cenas de funeral, textos de funeral, deuses e deusas e escaravelhos alados. Uma ‘espinha dorsal’ branca pintada nas costas detalhava a descendência do morto. Quase sempre havia uma tábua pintada do formato do corpo chamado de tábua da múmia, cobrindo a múmia no caixão interior. Então, até quatro caixões eram colocados no sarcófago retangular com a tampa onde o cabeça de chacal Anubis sentava para proteção.

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DEUSES EGÍPCIOS:NUT e GEB
NUN, é a divindade mais primitiva do panteão de Heliópolis. Personificava o abismo líquido ou as águas primordiais, a partir do qual todo o mundo foi criado; é a divindade mais velha e sábia de todas. Era representado como um homem barbado, com uma pena na cabeça e portando um cajado. É uma divindade bissexual e à vezes masculino. Nun gerou Atun (o sol nascente) e Re ou Rá (o sol do meio dia).
Nut e Geb são retratados como amantes apaixonados. Durante o dia eles eram separados por Shu, o deus do ar. Mas à noite, Nut descia para fazer amor com Geb. Se houvessem tempestades durante o dia, o egípcios acreditavam que era a aproximação de Nub da terra para encontrar Geb. O amor deles deixou o marido de Nut, Rá com raiva, que decretou que ela não poderia ter filhos durante os 360 dias do ano. Infeliz, Nut pediu ajuda a Thoth, o deus da sabedoria. Thoth roubou luz da lua para criar cinco dias novos (fazendo com que o ano durasse 365 dias); foi quando Nut deu vida a quatro crianças.
NUT, deusa do céu que acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca. Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra. Nut e Geb são pais de Osiris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.
GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade. Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.

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DEUSES EGÍPCIOS: RÁ
Rá tinha várias formas durante o dia.
Ele era um deus vivo de dia e morto à noite.
Ele nascia de manhã como uma pequena criança, se transformava em homem no meio do dia e era um velho ao pôr-do-sol – para então renascer na manhã seguinte.
Durante este tempo, ele navegava pelo paraíso em um barco chamado ‘Barca de Milhões de Anos’.
Dessa forma, os egípcios explicavam o movimento do sol no céu.
O culto de Rá ao sol era baseado em Heliopolis. Acredita-se que ele tenha sido o pai dos reis e de todos os deuses importantes

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DEUSES EGÍPCIOS: AMON
Amon literalmente significa ‘o invisível’ e há algumas histórias sobre ele, apesar dele ter sido considerado o criador de todas as coisas.
Independente da falta de um passado mitológico, ele obteve grande importância.
Durante o reino do meio, um centro de culto à Amon cresceu em Tebas (moderna Luxor), onde era associado com o deus do sol Rá e adorado como Amon-Rá. Mais tarde, ele foi o favorito da família real e, na 18a Dinastia, ele superou todos os deuses.
Durante esta época, um templo magnífico foi construído para ele em Karnak, que ainda está de pé nos dias de hoje.