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27 de outubro de 2008

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

HIERÓGLIFOS

SÊ UM ESCRIBA

ESCREVE O TEU NOME EM HIEROGLIFOS

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

A ARTE EGÍPCIA
LEI da FRONTALIDADE: as figuras eram representadas de frente, olhando na direcção do horizonte e não mostravam movimento
LEI da HIERARQUIA: as figuras são maiores ou mais pequenas conforme a condição social.
Arquitectura: Características:
monumentalidade
grandiosidade
durabilidade
uso da coluna
Pintura: Temas
Cenas religiosas
Quotidiano
Hieróglifos

Escultura:

Estátuas colossais, pequenas e relevo

Artes decorativas: Ourivesaria;olaria;mobiliário

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

A SOCIEDADE EGÍPCIA
Sociedade hierarquizada e estratificada
  • Faraó: chefe supremo do Egipto (deus+rei) Poderes: Supremo sacerdote;administrava a Justiça;comandava o exército; juiz supremo

  • Nobres e altos funcionários (vizir)

  • Sacerdotes

  • Escribas

  • Artesãos, comerciantes e camponeses

  • Escravos
Privilegiados: Nobres;sacerdotes e escribas

Não privilegiados: Artesãos; comerciantes; camponeses


Símbolos de poder do Faraó : Nemés (toucado real); Nekhbet (deusa protectora do Alto Egipto); Uraéus (serpente protectora dos faraós); Barba postiça (simbolo de imortalidade); Ceptro (que guia o povo); Chicote (que ameaça os inimigos).

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

O LIVRO DOS MORTOS
O Livro dos Mortos, como ficou entre nós conhecido o conjunto de textos mortuários, mais de 200 fórmulas mágicas e hinos datados do Império Novo (1550 a.C.) até o período de dominação greco-romana (332 a.C.-395 d.c),. Encontrados sobretudo em Tebas, são geralmente conhecidos, em conjunto,como "a Recensão Tebana do Livro dos Mortos". Copiada pelos escribas desde 1600 a.C. até 900 a.C., aproximadamente; prestava-se de fato como receita a ser seguida pelas almas que adentravam no desconhecido. Antes, porém, destinava-se a instruir os "vivos", que, uma vez iniciados em seus segredos, poderiam melhor preparar suas almas para o derradeiro julgamento. Por isso, o título verdadeiro desse livro é outro; uma melhor tradução de seu nome seria "Saída para a Luz", isto é, para o dia, para o renascimento. Seus papiros eram comumente colocados junto ao corpo mumificado, sob a cabeça do cadáver, conforme o costume funerário egípcio. Outras vezes, passagens de seu texto sagrado eram transcritas nas câmaras mortuárias, principalmente sob a forma de recitações mágicas a serem proferidas pela alma em seus percalços no além.
O Livro dos Mortos evoluiu dos Textos da Pirâmide do Velho Reino - os textos funerários mais velhos do mundo. Esses encantos e rituais eram inscritos nas paredes da tumba de egípcios de alta classe apenas. No Reino do Meio estes segredos tornaram-se disponíveis para qualquer um que pudesse pagar um ritual de funeral e eram inscritos dentro dos caixões, para que as múmias "lessem". Eventualmente, os textos de caixão se transformaram no "Livro dos Mortos" que era bastante usado durante o Novo Reino.
O tema central da obra é o julgamento da alma do morto, ou melhor, a pesagem do seu coração, órgão associado à idéia da alma. O morto era levado por Anúbis até a sala do Tribunal, e se apresentava a Osíris e a mais 42 deuses. O coração era pesado numa balança pelo deus Anúbis, e Tot anotava os resultados. A deusa Maat, cujo nome significa "verdade", era o fiel da balança. Quase exclusivamente representada por uma pena de avestruz, ela se colocava sobre o outro prato da balança, a servir de contrapeso ao coração. Se este fosse mais pesado, a alma era considerada impura, e o cão Anúbis o atirava a uma terrível divindade híbrida, que o devorava. Caso seu peso fosse tão justo quanto a pena de Maat, a alma imaculada, triunfante, era então entregue aos cuidados de Osíris.
Destinavam-se a dar-lhe o poder de gozar ávida eterna, fornecer-lhe tudo o de que precisasse no Outro Mundo, assegurar-lhe a vitória sobre os inimigos, proporcionar-lhe o dom de conciliar as boas-graças de seres amistosos no além-Túmulo, ir aonde quisesse, quando e como quisesse, preservar intactos seus restos mumificados e, finalmente, permitir que sua alma atingisse o reino do divino Osíris, o vencedor da morte, que restitui a vida a homens e mulheres.
O egípcio piedoso, rei ou lavrador, rainha ou escrava, vivia com os ensinamentos do Livro dos Mortos diante dos olhos, era sepultado de acordo com suas instruções e baseava toda a sua espiritualidade e felicidade eternas na eficácia de seus hinos, orações e palavras de poder, que condensavam toda a doutrina da religião egípcia acerca de uma vida após a morte.
Até que pudesse se apresentar ao tribunal de Osíris, onde seria julgada em razão do que fora sua vida terrena, Bá, a alma (agora separada de Ká, o corpo), teria de sofrer árdua caminhada, cruzar 21 pilares, desvendar 15 entradas e passar por sete salas de provações.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

OS RITUAIS DE MUMIFICAÇÃOA mumificação e os rituais funerários obedeciam regras rígidas, estabelecidas pelo próprio Anúbis e duravam 70 dias.
Após a retirada dos órgãos internos, os embalsamadores colocavam as vísceras em vasos sagrados chamados "Vasos Canopos", cada um sob a proteção de um dos quatro filhos de Hórus. Inseti, com cabeça de homem protege o fígado; Hapi com cabeça de babuíno, os pulmões; Duamutef com cabeça de cão o estômago; Kebehsenuf, com cabeça de falcão, os intestinos.O coração era lacrado no próprio corpo. Os Egípcios o consideravam como o órgão tanto da inteligência como do sentimento e portanto, seria indispensável na hora do juízo. Somente à alguém com um coração tão leve quanto a pluma da verdade, o deus Osiris permitia a entrada para a vida eterna. Os Egípcios não davam nenhuma importância ao cérebro. Após extraí-lo através das narinas do morto, os embalsamadores o jogavam fora. Depois de secar o cadáver com sal de natrão, eles o lavavam e besuntavam com resinas conservadoras e aromáticas.Finalmente, envolviam o corpo em centenas de metros de tiras de linho, entre essas tiras eram colocados diversos amuletos que protegiam o morto contra inimigos e demónios do mundo subterrâneo. Antes de a múmia ser colocada no túmulo, um sacerdote funerário celebrava a cerimônia da abertura dos olhos e da boca, a fim de devolver á vida todos os sentidos do morto.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

AMULETOS
Em sua forma mais simples, os amuletos davam proteção geral. O ankh, por exemplo, era um sinal de vida, enquanto que o pilar ‘djed’ era um sinal de estabilidade. Muitos tinham um significado literal: amuletos frequentemente protegem a parte do corpo que eles são feitos de acordo (na vida ou depois da morte), enquanto um amuleto de cabeça de cobra protegeria contra a mordida de cobras. Amuletos também podiam dar uma força especial; um olho daria visão e uma lebre, velocidade, por exemplo.
O amuleto mais importante era o escaravelho. Este besouro leva uma bola de estrume contendo seus ovos e assim passou a representar a passagem do sol através do céu e renascimento.
KHEPRA, (escaravelho, em egípcio) ou um homem com um escaravelho no lugar da cabeça também representavam o deus-Sol. Nesse caso o besouro simbolizava o deus Khepra e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à idéia mitológica de ressurreição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.

Olho de Hórus
Símbolo sagrado no antigo Egito. O olho direito representava o Sol e o esquerdo a Lua. O “olho” direito de Hórus era chamado “vaca de Hathor” e servia como poderoso amuleto ou talismã, emblema do Sol Espiritual, rei do mundo, que desde seu encoberto trono vê debaixo dele todo o Universo. O Olho é símbolo do conhecimento e também da divindade, para quem nada permanece oculto. “Olho que tudo vê”. Para os gregos era “o Olho de Júpiter”, para os pársis era “o Olho de Ormuzd”. Deus Onividente, Salvador e Preservador."Que o Olho de Hórus possa tomar a frente do deus e brilhar através de sua boca" Os Textos das Pirâmides.
Hórus "o que governa com dois olhos".
Esta é a representação do Deus Egípcio Hórus com cabeça de Falcão. Na mitologia egípcia, Hórus era um dos 5 filhos de Ra e Rhea, o par original de deuses egípcios. Seus irmãos eram Osiris, Set, Isis e Neftis. O olho de Hórus simboliza a justiça implacável do olhar que tudo vê ao qual nada escapa, tanto na vida íntima como pública. É a representação da dedicação aos rituais e às leis, ilustrando a luta da luz contra as trevas. Símbolo também usado nos templos maçônicos.O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.
O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos esotéricos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.
Hórus (ou Heru-sa-Aset ou Her'ur ou Hrw ou Hr ou Hor-Hekenu) era o deus egípcio do céu, filho de Osíris e Ísis. Tinha cabeça de falcão e seus olhos representavam o sol e a lua. Matou Seth e tornou-se o rei dos vivos no Egipto.Perdeu um olho lutando com Seth, considerado o famoso olho de Hórus,originalmente conhecido como o Olho de Rá,que foi um dos amuletos mais usados no Egipto em todas as épocas.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

A MORTE NO EGIPTONada era mais importante para os egípcios do que alcançar a vida eterna e eles faziam de tudo para chegar até lá. De feitiços rituais, a embalsamamento e construção de tumbas magnifícas, quanto mais dinheiro eles tinham, mais eles gastavam nas suas preparações para a morte.
Os egípcios acreditavam que cada pessoa tinha um corpo físico e um ‘ka’ – uma força de vida que continuava após a morte. Este ka precisaria da mesma sustentação que uma pessoa viva, além de entretenimento e os instrumentos de seu comércio. Todos estes itens eram colocados em sua tumba. Principalmente, o ka precisaria se reunir com o corpo físico, e é por isso que os corpos eram mumificados. Os mortos tinham que se juntar ao seu ka para alcançar vida depois da morte mas, como o corpo físico não poderia fazer a jornada da tumba para o submundo, o ‘ba’ da pessoa, ou personalidade, o fazia.Quando o ba e ka se uniam, eles faziam a jornada final para o céu, luz do sol e estrelas, onde os mortos ressuscitavam como um ‘akh’ (ou espírito) e viviam para sempre.
MUMIFICAÇÃO
O primeiro passo da mumificação era remover os órgãos internos através de um corte no lado. O coração – reconhecido como o centro da inteligência e força da vida – era mantido no lugar mas o cérebro era retirado através do nariz e jogado fora. Os órgãos remanescentes eram armazenados em jarras de canopo.Em seguida, o corpo era empacotado e coberto com natro, um tipo de sal, e largado para desidratar durante 40 dias. Então era empacotado com linho ensopado de resina, natro e aromáticos e as cavidades do corpo eram tapadas. Finalmente, ele era coberto de resina e enfaixado, com os padres colocando amuletos entre as camadas. Todo o processo – acompanhado de orações e encantos – levava cerca de 70 dias mas preservava os corpos durante milhares de anos.
O LIVRO DOS MORTOSO Livro dos Mortos evoluiu dos Textos da Pirâmide do Velho Reino – os textos funerários mais velhos do mundo. Esses encantos e rituais eram inscritos nas paredes da tumba de egípcios de alta classe apenas. No Reino do Meio estes segredos tornaram-se disponíveis para qualquer um que pudesse pagar um ritual de funeral e eram inscritos dentro dos caixões, para que as múmias ‘lessem’. Eventualmente, os textos de caixão se transformaram no Livro dos Mortos que era bastante usado durante o Novo Reino.O coração era o centro da vida dos egípcios, por isso quatro feitiços eram dedicados para proteger o coração do morto. Feitiço número 23, a ‘Abertura da Boca’, era também crucial, já que restaurava os sentidos da múmia na vida após a morte.
CAIXÕES E SARCÓFAGOSOs caixões mais antigos eram simples caixas retangulares de madeira decorados com olhos (para que o morto pudesse ver) e textos de caixão. Às vezes eles tinham uma porta falsa para que o morto pudesse ‘sair’. No Reino do Meio, caixões de forma humana decorados com grupos de hieróglifos horizontais e verticais que se pareciam com as faixas da múmia tornaram-se mais comuns. Os caixões eram ricamente pintados (ou dourados se reais), por dentro e por fora, com cenas de funeral, textos de funeral, deuses e deusas e escaravelhos alados. Uma ‘espinha dorsal’ branca pintada nas costas detalhava a descendência do morto. Quase sempre havia uma tábua pintada do formato do corpo chamado de tábua da múmia, cobrindo a múmia no caixão interior. Então, até quatro caixões eram colocados no sarcófago retangular com a tampa onde o cabeça de chacal Anubis sentava para proteção.

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DEUSES EGÍPCIOS:NUT e GEB
NUN, é a divindade mais primitiva do panteão de Heliópolis. Personificava o abismo líquido ou as águas primordiais, a partir do qual todo o mundo foi criado; é a divindade mais velha e sábia de todas. Era representado como um homem barbado, com uma pena na cabeça e portando um cajado. É uma divindade bissexual e à vezes masculino. Nun gerou Atun (o sol nascente) e Re ou Rá (o sol do meio dia).
Nut e Geb são retratados como amantes apaixonados. Durante o dia eles eram separados por Shu, o deus do ar. Mas à noite, Nut descia para fazer amor com Geb. Se houvessem tempestades durante o dia, o egípcios acreditavam que era a aproximação de Nub da terra para encontrar Geb. O amor deles deixou o marido de Nut, Rá com raiva, que decretou que ela não poderia ter filhos durante os 360 dias do ano. Infeliz, Nut pediu ajuda a Thoth, o deus da sabedoria. Thoth roubou luz da lua para criar cinco dias novos (fazendo com que o ano durasse 365 dias); foi quando Nut deu vida a quatro crianças.
NUT, deusa do céu que acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca. Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra. Nut e Geb são pais de Osiris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.
GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade. Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.

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DEUSES EGÍPCIOS: RÁ
Rá tinha várias formas durante o dia.
Ele era um deus vivo de dia e morto à noite.
Ele nascia de manhã como uma pequena criança, se transformava em homem no meio do dia e era um velho ao pôr-do-sol – para então renascer na manhã seguinte.
Durante este tempo, ele navegava pelo paraíso em um barco chamado ‘Barca de Milhões de Anos’.
Dessa forma, os egípcios explicavam o movimento do sol no céu.
O culto de Rá ao sol era baseado em Heliopolis. Acredita-se que ele tenha sido o pai dos reis e de todos os deuses importantes

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS- O EGIPTO

DEUSES EGÍPCIOS: AMON
Amon literalmente significa ‘o invisível’ e há algumas histórias sobre ele, apesar dele ter sido considerado o criador de todas as coisas.
Independente da falta de um passado mitológico, ele obteve grande importância.
Durante o reino do meio, um centro de culto à Amon cresceu em Tebas (moderna Luxor), onde era associado com o deus do sol Rá e adorado como Amon-Rá. Mais tarde, ele foi o favorito da família real e, na 18a Dinastia, ele superou todos os deuses.
Durante esta época, um templo magnífico foi construído para ele em Karnak, que ainda está de pé nos dias de hoje.

24 de outubro de 2008

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS - O EGIPTO

DEUSES EGÍPCIOS:SETH
SETH, personifica a ambição e o mal. Considerado o deus da guerra e Senhor do Alto Egito durante o domínio dos Hicsos, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Era representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda como Tífon, um animal imaginário formado por partes de diferentes seres, com a cabeça de um bode, orelhas grandes, como um burro. Associavam-no ao deserto aos trovões e às tempestades. Identificado com o lado negativo da lenda, a luta entre Osiris e Seth era a luta da terra fértil contra a areia do deserto.
Senhor do submundo, do caos, deus da desordem, da injustiça e da ambição. Deus das Tempestades e dos Trovões, que o permite o atormetar os demais. Inimigos de todos os deuses. Nasceu prematuro e ao nascer rasgou o ventre da mãe. Seth representa a esterilidade e a maldade.
Era casado com sua irmã Neftis, mas Néftis amava o seu outro irmão Osíris.
Seth odiava seu irmão Osíris e travaram a luta do bem contra o mal.
Era inimigo da paz e da properidade e, assim, inimigo do Faraó.
Seth ameaçava as colheitas e rebanhos com sua influência negativa.
Os arqueólogos foram incapazes de determinar a identidade do estranho animal que representa Seth e há uma teoria que este animal era tão odiado como a personificação do diabo, que foi caçado e massacrado até a extinção.

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DEUSES EGÍPCIOS: HATOR
A deusa Hator, por exemplo, é adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e um disco solar na cabeça, como uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca, cujo ventre salpicado de estrelas formava o céu. A serpente e o corvo entram na composição dos emblemas que acompanham a sua imagem. Hator é uma das deusas mais veneradas, conhecida como “dama da embriaguez”. Na mitologia Egípcia é a deusa do céu, filha do deus Sol, Ra, deusa da fertilidade, protetora das mulheres, da astrologia, do casamento, dos vivos e dos mortos, também era deusa do Amor e da Beleza. É freqüentemente descrita como a mãe de todos os Faraós do Egipto. A deusa Hator representava o amor e sexualidade e é associada com os aspectos eróticos do vinho e da dança. O Faraó era o filho de Hator e portanto, todas as sacerdotisas do Faraó eram automaticamente sacerdotisas de Hator.HÁTOR, personificação das forças benéficas do céu, depois de Isis, é a mais venerada das deusas. Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música. Também é a protetora da necrópole de Tebas, que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. É representada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, uma mulher com cabeça de vaca ou por uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. As vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas.

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DEUSES EGÍPCIOS: BASTET
A deusa gata. Protetora dos gatos, das mulheres, da maternidade, da cura. Era guardiã das casas e feroz defensora dos seus filhos, representando o amor maternal.

Tem grande ligação com a Lua.
Representada com uma ninhada de gatinhos a seus pés, simbolizando a Fertilidade.
O Templo de Bastet, era em Bubastis (cidade do Delta do Nilo), cujo nome em egípcio "Per-Bast" (significa "a casa de Bastet"), mantinha gatos sagrados que eram embalsamados em grandes cerimônias quando morriam, porque eram considerados como encarnação da deusa.
O gato doméstico foi trazido para o Egipto por volta do ano 2.100 a.c., é considerado um ser divino, ao ponto que quando um deles morriam de morte natural, as pessoas da casa raspavam as sobrancelhas em sinal de luto.
O símbolo do GATO PRETO era utilizado pelos médicos egípcios para anunciar a sua capacidade de cura.
Os gatos eram tão sagrados no antigo Egipto, que quem matasse um gato era condenado à pena de morte.
BASTET, uma gata ou uma mulher com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubástis, cujo nome em egípcio ( Per Bast ) significa a casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS - O EGIPTO

DEUSES EGÍPCIOS: MAAT

Deusa egípcia da Justiça e do Equilíbrio. É representada por uma mulher jovem portando em sua cabeça uma pluma.A atividade crucial de Maat ocorria no Palácio das Duas Verdades (Maati), onde os mortos iam para o julgamento final. Após o falecido confessar seus pecados, seu coração era colocado em um prato de balança, enquanto no outro estava uma pena de avestruz simbolizando Maat (a verdade). Por vezes era, ela mesma, a balança. MAÁT, esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa a justiça e a verdade, o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. É também a deusa do senso de realidade. Filha de Rá e de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coraçáo daqueles que ingressam no Dwat. Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido. É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Protetora dos templos e tribunais.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS - O EGIPTO


Os egípcios acreditavam na imortalidade da alma, na sua reencarnação e que depois da morte existia uma outra vida. Após a morte, a alma ia ao tribunal de Ósiris, onde era julgada.Como acreditavam na reencarnação era necessário que o corpo estivesse conservado para quando a alma regressasse ao corpo que havia habitado. Para isso realizavam o processo de mumificação (embalsamamento do corpo) e pintavam no sarcófago a cara do defunto para que a alma o reconhecesse.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS: O EGIPTO

DEUSES EGÍPCIOS: ANÚBIS
Anubis era um deus antigo, guiando os mortos a caminho do submundo muito antes de Osíris ter se transformado num deus importante. Entretanto, ao ajudar Ísis a mumificar Osíris depois de sua morte, ele também se tornou o santo benfeitor dos embalsamadores.
Anubis era associado com Maat, a deusa da justiça.
Os egípcios acreditavam que quando se morre, se viaja pelo Corredor dos Mortos.
Lá, Anúbis pesaria o seu coração contra a pluma de Maat, estabilizando a balança primeiro para garantir exatidão. Se o seu coração pesasse mais do que a pluma, ele seria comido pelo monstro.
ANÚBIS, filho de Seth e Néftis, é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É na realidade o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias, a de Osíris. Todo egípcio esperava beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia. Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cão, vigilante, deitado em uma capela ou caixão. Anúbis era também associado ao chacal, animal que freqüentava as necrópoles e que tem por hábito desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos. No reino dos mortos, era associado ao palácio de Osiris, na forma de um homem com cabeça de cão ou chacal, era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro, Amut. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS - O EGIPTO

DEUSES EGÍPCIOS: TOTH
Era representado por uma Íbis, que se tornou o símbolo da sabedoria para os egípcios. Diz a tradição que foi por seu intermédio que aquele povo conheceu as artes, a arquitetura, a escrita hieroglífica, a medicina, a astronomia, a matemática e ainda outras ciências mais avançadas relativas ao espírito e à alma.
TOTH, divindade à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais, a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia. O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas". Preside a medida do tempo, o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. Representado como um íbis ou um homem com cabeça de íbis, ou ainda um babuíno.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS- O EGIPTO

A LENDA DE ISIS E OSIRISConta a lenda que Seth com inveja de Osiris, por este ter herdado o reino do pai na terra, engendrou um plano para matá-lo e assim usurpar o poder. Quando Osiris dormia, Seth tirou suas medidas e ajudado por 72 conspiradores, mandou construir um esquife com as medidas exatas de Osiris. Organizou um banquete e lançou um desafio, aquele que coubesse no esquife o ganharia de presente. Todos os deuses entraram e não se ajustaram.Assim que Osiris entrou no esquife, Seth o trancou e mandou jogá-lo no rio, a correnteza o levou até a Fenícia. Ali ficou preso em uma planta até fazer parte do caule, que foi usado para construir uma coluna o "Djed".Isis partiu em busca do esposo, e após muitas aventuras, conseguiu regressar ao Egito com a caixa, que escondeu em uma plantação de papiro. Seth a descobriu e cortou o corpo de Osiris em quatorze pedaços, que espalhou pelo Egito. Novamente Isis parte em busca dos despojos do esposo e dessa vez ajudada pela irmã Néftis, transformadas em milhafres (espécie de ave de rapina, semelhante ao abutre), encontram todas as partes de Osiris, exceto o órgão genital, que havia sido devorada por um peixe o Oxirincos.Isis foi ajudada por Anubis que embalsamou Osiris, e este tornou-se a primeira múmia do Egipto.
Utilizando seus poderes mágicos, Isis, conseguiu que Osiris a fecundasse e dessa união nasceu Horus.Seth iniciou uma luta pelo poder que envolveu todos os deuses. Por fim o próprio Osiris a partir do outro mundo, ameaçou mandar levantar todos os mortos se não fosse feita a justiça.
Rá e um tribunal de deuses estabeleceram que a sucessão fosse hereditária, e assim, Hórus pôde reinar.Dessa maneira o Faraó em vida convertia-se em Hórus e ao morrer identificava-se com Osiris, o soberano do Além, considerando-se igual ao deus.

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS- O EGIPTO

DEUSES EGÍPCIOS: HORÚS
O deus falcão era filho de Osíris e Ísis.
Hórus era originalmente o deus do céu, voando sobre o Egipto como um falcão para proteger seu pai, o rei Osíris.
Quando Hórus derrotou o assassino de seu pai, Seth, ele se transformou no rei de todo o Egipto, e ele é descrito usando uma coroa com uma parte superior branca para representar o Alto Egipto e uma parte vermelha inferior para representar o Baixo Egipto. Por esta razão, os governantes do Egipto sempre se identificaram com Hórus na vida, se transformando na personificação de Osíris quando eles morriam.Hórus era adorado em centros de cultos em Behdet, Hirakonpolis e Edfu e o olho de Horus era considerado um amuleto poderoso.HÓRUS teve uma infância difícil, sua mãe teve de escondê-lo de seu tio Seth que cobiçava o trono de seu pai Osiris. Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra. Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão, sempre usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua. Com o nome de "Horus do horizonte", assume uma das formas do sol, a que clareia a terra durante o dia. Mantenedor do universo e de todo tipo de vida, Horus era adorado em todo lugar. Ele é considerado o mais importante de todos os deuses, aquele que guia as almas até o Dwat ( Reino dos Mortos ).

A.2. UMA CIVILIZAÇÃO DOS GRANDES RIOS- O EGIPTO

DEUSES EGÍPCIOS: ÍSIS
A esposa de Osíris. ÍSIS, é a mais popular de todas as deusas egípcias, considerada a deusa da família, o modelo de esposa e mãe, invencível e protetora. Usa os poderes da magia para ajudar os necessitados. Ela criou o rio Nilo com as suas lágrimas. Conta a lenda que, após a morte de Osíris, ela transforma-se em um milhafre para chorá-lo, reúne os pedaços de seus despojos, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus. Ela defende com unhas e dentes seu rebento contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e mãe ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um trono que é o hieróglifo de seu nome.